Alex Sabino
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Liedson vive seu maior período de estiagem com a camisa do Corinthians. Contando inclusive a passagem pelo clube em 2003, são sete partidas oficiais sem marcar. Neste ano, balançou a rede apenas em amistoso contra o Flamengo, em Londrina. Estatística estranha, já que tem sido a fonte mais confiável de gols de Tite desde a temporada passada. O último foi contra o Figueirense, na penúltima rodada do Brasileirão. O jejum chega em hora imprópria porque a concorrência aumentou. O ataque foi o setor mais reforçado pela diretoria no início da temporada.
“Não me preocupo, não. São coisas que acontecem com qualquer atacante. Tenho de continuar trabalhando”, disse o camisa 9, enquanto caminhava com pressa pelo saguão do Aeroporto de Guarulhos, após o empate com o Deportivo Táchira, pela Libertadores.
“Ele não em mais problemas no joelho. Não reclama de dor e está bem. É preciso cuidado, claro, porque já passou por cirurgia na região. Mas não apresenta qualquer limitação”, explica o médico do clube, Ricardo Galotti.
Incomodava/ A preocupação é pertinente porque as crônicas dores no joelho esquerdo fizeram o Levezinho sofrer em 2011. Ele foi o artilheiro da equipe no Brasileiro, com 12 gols, mas conviveu com as limitações da articulação sobrecarregada pelo longo período sem férias. “Agora a situação é diferente. Teve tempo para repousar”, completou Galotti.
Liedson já passou por três cirurgias no local.
A quantidade de opções é tão grande que o atleta sabe não poder dar chance para a concorrência. Há exemplos de gente que foi poupada e viu o substituto atuar bem e manter a posição. Alex e Jorge Henrique são exemplos. Por isso, o centroavante vem pedindo para estar sempre em campo.
Adriano parece, enfim, estar entrando em forma. Elton é opção de área. Há Willian e Gilsinho como alternativas de velocidade pelas laterais. Emerson Sheik é considerado titular...
“O que precisamos é que os escolhidos (para os jogos) mostrem intensidade. Isso é o importante”, disse Tite, dando de ombros para o jejum de Liedson e confiando no artilheiro. Mas a sequência incomoda.
Opinião
Casagrande
Colunista do Diário
Todo artilheiro passa por seca
Vida de centroavante não é fácil. Por mais gols que o sujeito tenha feito na temporada anterior, as cobranças vêm pesadas nos momentos de jejum. Na minha época de jogador, tive fases péssimas. A bola simplesmente não entrava, mesmo quando eu fazia tudo certo. Com o tempo, fui aprendendo que isso faz parte da carreira de todo bom centroavante. O Liedson não é mais garoto e certamente sabe lidar com a situação.
Liedson só marcou no amistoso contra o Flamengo, em Londrina
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