A final do "The Ultimate Fighter" não vai mais ser no Pacaembu e corre o risco, inclusive, de nem ser mais em São Paulo.
Por quê? Segue a explicação: a Associação Viva Pacaembu, formada por moradores do bairro, conseguiu na Justiça do Estado uma liminar para impedir a realização do evento no estádio municipal. A alegação é o barulho.
A liminar, que já existe para jogos de futebol, impede a realização de eventos que ultrapassem a 1h da madrugada e promovam sons acima de 45 decibéis. Os do UFC não se enquadram em ambas as exigências.
Primeiro, por causa da necessidade de adaptação da transmissão ao fuso horário dos Estados Unidos, principalmente, o evento vai longe na madrugada. A última edição realizada no Rio de Janeiro, em 14 de janeiro, terminou por volta de 4h.
Depois, a barulheira, de fato, é maior. Não tem como lidar direito com isso.
O problema para São Paulo, na verdade, é ainda maior. Sem o Pacaembu, uma opção poderia ser o Morumbi. Mas a casa do Tricolor também não atende às exigências dos organizadores do UFC. Além de a distância da arquibancada para o octógono, que seria montado no centro do campo, ser muito grande, o lugar não teria a cobertura para uma eventual chuva. O que estava sendo negociado no Pacaembu, no formato de algo transitório. Pelas dimensões do estádio, coisa mais fácil de se resolver.
Assim, não seria apenas a final do TUF que São Paulo perderia. No mesmo dia, Vitor Belfort e Wanderlei Silva, técnicos das duas equipes, vão se enfrentar. Baita luta. E, principalmente, seria no mesmo dia a revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen. Baita luta ao quadrado.
Uma opção, então, seria levar o evento, mais uma vez, para o Rio de Janeiro. O primeiro deles, em 27 de agosto do ano passado, foi um sucesso absoluto. O segundo, em 14 de janeiro, não teve venda total de ingressos, mas ficou longe de ser classificado como fracasso. A HSBC Arena continuava bem cheia.
Dana White, presidente do UFC, havia confirmado que faria um evento este ano em São Paulo. Nada mais do que isso. Mas, até então, não havia se deparado com essa situação. O chefão aposta muito no poder de consumo dos paulistas. Nas redes sociais, o maior número de seguidores das páginas do UFC são do estado.
Quem havia se empolgado com essa possibilidade, também, era Anderson Silva. Torcedor declarado do clube e atleta contratado pelo Corinthians, ele esperava lutar "em casa" no Pacaembu. O clube também deveria aproveitar um pouco essa possibilidade para explorar algum marketing.
Bebeto Haddad, secretário municipal de Esportes, já jogou a toalha. Inicialmente, estava empolgado com a possibilidade, mas já percebeu que se trata de uma briga perdida. Sempre houve o melindre de que esse veto por parte da associação pudesse acontecer. De fato, aconteceu, e a cidade fica numa arapuca.
Pacaembu: nada de UFC por lá...
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