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SEGUNDA-FEIRA
21 MAIO
09/02/2012 18:35

Werdum, o 'Chael Sonnen' brasileiro

A foto ao lado, caro internauta, foi tirada do Twitter de Fabrício Werdum. Junto com ela, o lutador postou: "Ai, se eu te pego 2".

O "Ai, se eu te pego 1" foi no fim de semana passado, quando ele entrou na arena ao som do hit de Michel Teló. Encarou um sujeito casca-grossa, Roy Nelson, e não chegou a "pegar" o americano como queria, mas venceu, por decisão unânime dos juízes.

Não nocauteou nem finalizou, mas bateu bem. Nelson saiu com a cara bem arrebentada, a verdade é essa.

Mas, ao "Ai, se eu te pego 2"... Era uma mensagem para Frank Mir, o cara da foto. Não é ele, claro, em carne e osso, na imagem. É um banner do americano, na clara intenção que Werdum tem de enfrentá-lo. O brasileiro acaba de voltar ao UFC, esteve afastado por três anos, e agora "corre atrás do prejuízo" para tirar o atraso.

Batendo o olho, quem vem à mente imediatamente? A minha, pelo menos, Chael Sonnen. Quem não se lembra das provocações constantes a Anderson Silva? E o dia em que ele vestiu um boneco com a camisa do Corinthians, fingindo ser o brasileiro, e o "nocauteou"?

Werdum tem um pouco esse perfil. Nem tanto fanfarrão, mas de querer comprar o show do UFC. Na coletiva após o evento, fez piadas. Falou de Nelson, falou de rivais, brincou com Dana White, arrancou risadas dos jornalistas. Mostrou personalidade, e isso é bom.

E sem ser desrespeitoso, a grande diferença para o americano. Não que Sonnen só o seja, mas, convenhamos, ele já atravessou o samba algumas vezes. Não precisa. Dá para provocar, promover um combate, dar mais dimensão para aquilo que se vai fazer sem desmerecer ninguém. Werdum faz isso, e está certo. O esporte precisa de gente assim.

Ninguém sabe, ainda, se o brasileiro vai, mesmo, encarar Mir. Mas é uma possibilidade, e das boas. Tem outros pesados na lista, também, mas Dana White não fala muito sobre o assunto. Mas gosta da postura de Werdum. Não à toa foi atrás dele, para que assinasse contrato e voltasse para o UFC. É bom ter sujeitos que batem bem, claro, mas outros que entendem o valor do showtime também são necessários.

Sonnen, bem ou mal, é assim. Irrita, às vezes, inclusive a White, mas é assim. Não fosse pela postura dele, e talvez a revanche contra Anderson nunca acontecesse. Mas o americano falou, falou, falou, correu atrás, provocou, desrespeitou - e, aqui, errou -, motivou. E conseguiu o que queria.

Ter empresários, fazer amizades, estabelecer ligações, lutar bem, vencer. Tudo isso é extremamente necessário para subir os degraus. Mas entender como toda a engrenagem funciona também é. Por isso, Werdum marca seus pontos a cada "Ai, se eu te pego" que solta por aí...

 

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