Grandes de São Paulo não convencem mais uma vez. Bom futebol ainda vai demorar algumas rodadas, mas aparecerá
O técnico Tite, ainda na véspera, dizia que seu Corinthians só alcançaria um bom nível de atuação a partir da quinta, sexta rodadas do campeonato.
É isso mesmo, meu. Esse é o prazo mínimo para que não só o Corinthians, mas os demais grandes clubes possam tirar de vez do corpo as sobras das férias e readquirir o ritmo normal de jogo.
Portanto, a vitória do Corinthians sobre o Linense, embora por um golzinho solitário, de Emerson, merece celebração por ter sido a terceira consecutiva no campeonato.
E ganhou de um time perigoso, que chegou a criar duas oportunidades de ouro ao longo da partida, além daquele gol legal, anulado pelo juiz. Esta, porém, esteve sempre sob o controle do Corinthians, em tarde inspirada de Alex. E que ganhou dinamismo a partir da entrada de Jorge Henrique no segundo tempo.
Verdão
Já o Verdão, pelo visto, não sofre apenas com a falta de ritmo de jogo. Carece mesmo é de reforços à altura de suas tradições. Enquanto eles não vêm, é isso aí: 1 a 1 com o fraco Catanduvense.
Peixe
E os reservas do Santos, mais uma vez, foram salvos por Alan Kardec. Desta vez, diante do Paulista, até aqui o melhor dos pequenos, num jogo tedioso que só ganhou certa animação no segundo tempo e que acabou mesmo no 1 a 1.
Tricolor
O amigo espia assim o placar de 2 a 1 sobre o São Caetano, com golaço do menino Lucas, já no finalzinho da partida, e pensa: “Pô, que dureza!”.
Nada disso. O São Paulo, no sábado, dominou o Azulão de cabo a rabo, Luís Fabiano meteu uma bola no poste e fez o seu, em esperta tabela com Fernandinho, e tal e cousa e lousa e maripousa.
Teve, sim, dificuldades para reproduzir no marcador a superioridade técnica e tática na bola rolando. Entre outras coisas, porque o time do São Caetano é um mais categorizado do que os adversários anteriores — Botafogo e Oeste.
Apesar disso, Leão saiu de campo resmungando algo sobre erros de passe, excesso de individualismo (recado direto a Lucas, que fez um belo gol, mas não jogou tão bem), coisas desse tipo.
No fundo, porém, deve mesmo é estar preocupado com a situação de Luís Fabiano, vítima de lesão muscular cuja extensão ainda é desconhecida pelos são-paulinos.
Contudo, há mais pa ra celebrar do que lastimar: além de obter sua terceira vitória consecutiva, Leão, hoje, pode receber a boa nova da chegada de Nilmar e ainda por cima espera pelo apronto final de Fabrício, Jadson e Osvaldo, os contratados da véspera.
Isso, sem falar na recuperação de Casemiro, que entrou muito bem no time, no segundo tempo, e na excelente resposta de Maicon, que também contribuiu muito para a vitória de sábado.
Lusa, enfim
Como era de se prever, não espere o amigo luso uma repetição neste Paulistão daquela Barcelusa que encantou e venceu com sobras a Segundona do Brasileirão.
A ausência de Marco Antônio será muito sentido, até Jorginho achar uma fórmula adequada para supri-la. E, agora, tem mais essa: Edno, outra estrela da companhia, partiu para o México, abrindo nova lacuna no ataque luso.
Mas, sábado, pelo menos no segundo tempo, quando virou sobre o Guará, por 2 a 1, já houve uma sensível melhora no futebol da Portuguesa.A hora, pois, é de paciência, que Jorginho chega lá.
Na linha do gol
O Arsenal saiu de campo, no intervalo, arrasado. Tomava de 2 a 0 do Aston Villa, em pleno Emirates, e já se via fora da próxima fase da Copa da Inglaterra. Pois, não sei que água a turma tomou no vestiário para voltar, de arrasado a arrasador, encetando uma blitz incontrolável sobre o adversário. E, em quinze minutos, virou para 3 a 2, com um gol de Walcott e dois de pênalti de Van Persie. Foi um espanto.
Já na rodada de sábado, o Liverpool eliminou o Manchester United, com um gol de Kuyt no finalzinho de um jogo parelho que se arrastava no empate por 1 a 1. É isso, entre outras coisas, que me fascina no futebol inglês, assim como no alemão: o jogo só termina quando acaba, segundo ensinava o saudoso Chacrinha.
Veja o caso do Bayern de Munique, também no sábado. O Wolfsburg montou uma retranca intransponível, diante da qual o Bayern esbarrava, ainda que tentasse todas as alternativas — pelas pontas, com Robben e Ribéry, pelo meio, com Kroos, Muller e Schweinsteiger, pelo alto, com Mário Gomez, em vão. Até que, já segundo tempo adiante, Mário, em bate e rebate, abriu a contagem, para Olic dar um ponto final aos 46 minutos do segundo tempo.
Na Espanha, nem Real, nem Barça jogaram à altura de suas campanhas e de seus respectivos potenciais. Mas, o Real, pelo menos, venceu o Zaragoza, enquanto o Barça apenas empatava com o Villareal. O Barça ainda é o melhor do mundo. Mas, pelo jeito, quem vai levar a taça espanhola será mesmo o Real.
Copyright Rede Bom Dia de Comunicações 2011. Todos os Direitos Reservados