Havia muita expectativa em torno do UFC on Fox 2. Afinal de contas, de lá sairiam os adversários de dois lutadores tops da atualidade, Anderson Silva e Jon Jones. Os dois, evidentemente, fizeram a lição de casa e estavam assistindo às lutas. E, se acordaram apreensivos (O.K., Jon Jones não anda se preocupando com muita gente, há de se dizer), podem ter ido dormir mais tranquilos.
Isso porque Chael Sonnen e Rashad Evans até venceram Michael Bisping e Phil Davis, respectivamente, mas não convenceram. Nem um pouco.
A ponto de Dana White, presidente do UFC, dizer que, na visão dele, Bisping deveria ter vencido Sonnen. Para ele, dois rounds a um para o inglês, sendo que criticou duramente o árbitro lateral que deu um 30 a 27 para o americano.
De fato, um absurdo. Sonnen fez pouco no combate. Até foi para cima - e apanhou, também - nos dois primeiros, mas amarrou completamente no terceiro e último. Se fizer esse jogo contra o Aranha, e ele estiver bem fisicamente, vai levar uma surra.
Com Evans, basicamente a mesma coisa. Lutinha morna com Davis, e vai precisar fazer muito, mas muito mais do que isso se quiser arranhar Jon Jones. Se bem que, atualmente, ninguém está lutando um mínimo para incomodar o americano na luta pelo cinturão dos meio-pesados.
Bones e Rashad vão se enfrentar em 21 de abril. Confirmadíssimo. Anderson e Sonnen, provavelmente, em 16 de junho. A confirmar, e o americano diz que aposta que o brasileiro não vai assinar a luta. Pelo Twitter, o Aranha deu uma indiretinha: "Como sempre, vou fazer o meu trabalho."
A checar...
Em outras participações brasileiras na noite, uma decepção, das grandes, e uma surpresa especial.
A decepção ficou por conta de Demian Maia, que lutou muito mal, mas muito mal mesmo, contra Chris Weidman. O brasileiro, que tem um jiu-jítsu muito competente, estava lento. Parecia despreparado. Resultado: derrota após decisão unânime dos juízes. Justa. Ele tem mais, muito mais para mostrar além do que mostrou.
Já a surpresa ficou por conta de Charles do Bronx. Que finalizou o americano Eric Wisely. Mas não foi apenas uma finalização. Foi uma chave de panturrilha raríssima, extremamente bem aplica, que lhe rendeu o prêmio de finalização da noite: merecidos US$ 65 mil (R$ 112 mil) a mais na conta dele. Valeu, e muito, a participação.
Sonnen acerta Bisping: vitória por pontos. Justa?
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