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Diário de São Paulo

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QUARTA-FEIRA
22 FEVEREIRO
23/01/2012 00:01

A goleada tricolor

O placar mais convincente da primeira rodada do Paulistão, dentre os grandes em ação (e aqui incluo novamente a Lusa), sem dúvida, foi a goleada tricolor sobre o Botafogo, por 4 a 0, num Morumbi em pleno dilúvio.

Sem Rogério Ceni, que, pelas previsões mais pessimistas, poderá ficar ausente por até seis meses. Mas, com Cortês e Edson Silva como estreantes, o São Paulo teve total domínio da bola e dos espaços e só não dobrou esse placar porque desperdiçou, por baixo, umas cinco chances de marcar, sobretudo no primeiro tempo.

Dos estreantes, o zagueiro Edson Silva deu o tom, ao marcar um gol de cabeça e participar ativamente de outro. Já Cortês teve uma atuação discreta, mais atento na marcação do que nas ações ofensivas, bem ao seu gosto. E Denis, o substituto de Rogério, só teve de praticar duas defesas ao longo de toda a partida.

Apesar do placar e do controle absoluto da partida, o Tricolor me pareceu um tanto travado, talvez em decorrência do estágio incipiente da preparação física.

De qualquer forma, começou bem, embora não dê para avaliar a força diante da fraqueza extrema do adversário.

O Verdão de Valdivia/ O Palmeiras, em Bragança, só pôde mostrar uma novidade, o lateral-esquerdo Juninho, que cumpriu seu dever.

O grande reforço do Palmeiras, na verdade, acabou sendo Valdivia, que pouco jogou na temporada passada, mas que jogou muito na vitória verde sobre o Bragantino, por 2 a 1.

O Palmeiras, porém, continua carecendo do tal camisa 9, entre outros.

Ufa, Timão!/ O Corinthians, na verdadeira abertura do Campeonato Paulista, penou para vencer o Mirassol, por 2 a 1. E olhe que jogou com seu time completo, o mesmo que, outro dia, sagrou-se campeão brasileiro com todos méritos.

Mas safou a onça à custa do estreante Elton, que entrou no segundo tempo, quando o Corinthians já estava com um jogador a mais em campo, e meteu a canhota salvadora na rede amarela.

Aliás, sua entrada em campo foi algo inusitado, pois substituiu um dos dois zagueiros de área do time – Paulo André, truque que nossos treinadores, em sua imensa maioria extremante conservadores, relutam por recorrer.

O fato é que o Mirassol, sob a regência de Xuxa, autor do gol de seu time, diga-se, foi melhor do que o Timão no primeiro tempo. E só se rendeu no segundo, na base do abafa e do coração.

Mas isso também é Corinthians, meu.

Peixinho, ah.../ O time reserva do Santos foi a Piracicaba, onde ainda se ouve o eco das gargalhadas vindas da terrinha dos nossos avós pela festa de abertura, produzida três jogos depois da abertura de fato. E, lá, manteve a vitória por 1 a 0, gol de Alan Kardec, até o finzinho, quando Crystian cometeu o pênalti convertido em empate por André Cunha.

Não foi nem um feito nem um desastre santista. Apenas a constatação de que esse calendário é uma porcaria, pois pune os mais competentes, como o campeão da América e vice do mundo, forçado a entrar em campo sem nenhum titular por conta das férias estendidas para que o Santos representasse o Brasil no Mundial de Clubes.

Em contrapartida, malfeito por malfeito, esta fase classificatória do Paulistão é tão longa e tediosa que, até chegar a hora da decisão, o Santos terá tempo para se ajeitar de vez.

Na linha do gol
Entre tantos prodígios de que sou capaz, um deles é prever o futuro. Quer uma prova? Pois recorte este texto e, daqui a seis meses, me cobre. Em junho, diante até mesmo da Argentina, a seleção brasileira cumprirá os amistosos previstos com a seguinte formação: Rafael ou Neto; Danilo, David Luiz, Thiago Silva e Alex Sandro; Rômulo e... Aqui, minha bola de cristal  embaça. Pode ser Casemiro ou Fernando, ou, quem sabe, um dos três veteranos permitidos, tipo Lucas ou Ramires. Em frente: Ganso, Lucas, Leandro Damião ou Pato e Neymar, claro.

Vejo, também, se movendo à minha frente as nítidas figuras de Philippe Coutinho, Oscar e Dudu. E, ainda difusa, a de Welington Nem, revelação do Flu, que fez bonito pelo Figueirense no último Brasileirão. Aqui, minha visão começa a perder o foco, avisando que está na hora de encerrar esta sessão mediúnica. Como? Se esse é o time base para a Olimpíada? Adivinhão!

O Corinthians deu um salto magnífico para a final da Copinha, ao trucidar o poderoso Furacão, por 6 a 0, no sábado. E olhe que foi de 5 a 0 só no primeiro tempo, com direito a gol de craque de Mateuzinho, esse canhotinho hábil e engenhoso que organiza todo o time, ao lado de Anderson e Giovanni, com o apoio do volante Gomes, bom na marcação, mas com vocação para meia.

Aliás, esse tem sido o segredo do Corinthians 100% na Copinha: um meio de campo que mais arma do que desarma, completado pelo apoio de Dener, na esquerda, e pela dupla de atacantes, formada por Douglas, que muito lembra o gaiato Viola, e Leonardo, pela esquerda. Isso sem falar nos zagueiros Antônio Carlos e Marquinhos. Da hora.

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