17/02/2017 10:00

Thaís França e a escolha da dança

Por: As Flávias
asflavias@diariosp.com.br

 

Fotos de Érika Garrida

Bailarina do Balé da Cidade de São Paulo desde 2009, Thaís França comemora a escolha da dança em sua vida, e se torna uma das profissionais mais requisitadas com suas aulas da modalidade de Piloxing

Ela é só sorrisos e alto astral o tempo todo! A bailarina Thaís França começou a dançar aos 10 anos de idade em Minas Gerais e hoje faz parte de uma das mais reconhecidas companhias de dança do país, O Balé da Cidade de São Paulo. “Sou natural de Sete Lagoas (MG), e comecei a dançar aos 10 anos. Tudo começou depois de assistir uma amiga (Lailah Botelho) no Festival de final de ano do Expressar Studio de Dança, onde dancei até o ano de 2000. Em seguida passei na prova para o curso profissionalizante de dança do Palácio das Artes em Belo Horizonte (MG), onde me formei e tive a oportunidade de dançar repertórios clássicos também. Em paralelo com a Escola, fui convidada pelo coreógrafo Mário Nascimento para integrar sua Companhia. Tive uma passagem pelo elenco do Balé do Teatro Castro Alves (BA), e desde 2009 faço parte do Balé da Cidade de São Paulo”, confidencia a bailarina. Thaís é educadora física também, o que a permite desenvolver outras atividades como personal, professora e coordenadora de aulas coletivas, como faz na academia 5PUNTO2 em São Paulo. Suas aulas são super concorridas, e é pura adrenalina. Quando mencionamos a cenário da dança no Brasil, a bailarina é taxativa: “Devalorizada e desunida”, conclui ela. Entre ballets, repertórios e coreógrafos, Thaís já viveu inúmeras experiências:

“Escambo, Cia Mário Nascimento foi o meu primeiro contato com uma Cia profissional onde pude trabalhar com este coreógrafo que me apadrinhou com o maior carinho e que, por isso, ganhei o Prêmio USIMINAS/SIMPARC de Bailarina Revelação.Canela Fina, de Caetano Soto para o BCSP (Balé da Cidade de SP), foi meu primeiro contato com este coreógrafo incrível e um dos primeiros balés que aprendi quando cheguei na cia, foi uma mistura de sensações em meio a toneladas de canela.

Oblivion, de Igor Vieira para o Novos Coreógrafos Proac - Fino frio fio, solo extremamente poético e encantador de uma pessoa que eu tenho uma conexão muito forte, me fez transcender.

Titã, de Stefano Poda para o BCSP, obra grandiosa onde o menos era o essencial, me fez crescer muito como artista e valorizar os detalhes, além de não dançar para estar dançando.

E vários outros que poderia ficar horas descrevendo, cada um teve um lugar muito especial no momento em que estava vivendo”, relembra emocionada.

Outra “face” da bailarina são as aulas da modalidade de Piloxing, ainda muito nova no Brasil, e Thaís é uma das professoras capacitadas para dar a modalidade. Suas aulas são animadas e muito contagiantes. O Piloxing  foi uma idéia criada pela dançarina Sueca e treinadora de várias celebridades, Viveca Jensen, e o ponto culminante é capacitar fisicamente e mentalmente as mulheres através do fitness. O ponto central é a convicção de que as mulheres são poderosas, elegantes e sexy.

“Piloxing é um programa Fitness que combina o melhor do pilates, do boxe e da dança em um treinamento intervalado de alta energia. Mistura de forma singular força, velocidade e agilidade do boxe com a segurança e flexibilidade do Pilates de uma forma única, além de movimentos de dança que torna o programa ainda mais divertido”, explica. Os benefícios são inúmeros dessa modalidade, e perde-se cerca de 500 a 900 calorias em apenas uma hora, além de aumentar os níveis de energia, fortalece o corpo de modo geral, melhora a resistência cardiovascular, fortalece e alonga os músculos, melhora o equilíbrio, a postura, o tônus e a definição muscular. “A aula é muito bem orientada, sendo trabalhada de forma elaborada e gradativa, então qualquer pessoa consegue acompanhar, desde que respeite o seu nível de aptidão física, já que é uma atividade de alta intensidade e recuperação ativa.  Lembrando também da importância de estar sempre com os exames em dia para realizar qualquer atividade física”, conclui também a educadora física. Thaís gosta muito do repertório de Don Quixote, mas também é apaixonada por tudo deOhad Naharin. Ela diz que a dança a escolheu e não ao contrário: “

Tem uma frase cliché que é bem verdade, eu não escolhi a dança, ela me escolheu…. Eu até tentei fazer outra coisa, mas dançar é inexplicável, ter a capacidade de falar com o movimento, é libertador”, finaliza. Alan Falieri é seu bailarino preferido: “Ele consegue com intensidade e a sensibilidade transformar o corpo no que ele quiser, é brutal e sublime ao mesmo tempo”, enaltece. Quando falamos em referencias na dança: “Todos os bailarinos com quem convivo no dia a dia, cada um me alimenta de uma forma, me faz descobrir algo novo todos os dias, me transforma na maneira de admirar e me faz repensar o meu corpo e a minha dança, me deixando viva e ativa todo o tempo”. Thais completa: “A Dança é a minha escolha de vida, é oportunidade, o que me faz abrir mão de qualquer coisa para me dedicar, o arrepio que me paralisa e me faz voar, mas atualmente não é exclusividade”, finaliza!


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SOBRE As Flávias

Flavia Goldstein iniciou os estudos com a Dança Clássica, mas também se envolveu com Jazz, Danças étnicas e Dança Moderna. Em 1979 foi morar em Nova York, onde estudou com vários professores consagrados,(HORTON) Anne Marie Forsythe,(MARTHA GRAHAN), Patrick K.Thomas,(JAZZ LUIGI) Luigi ,(JAZZ BROODWAY), Frank Hacheeck e Jojo Smith. Flávia Viana é jornalista e tem a dança como uma de suas grandes paixões de vida. Deu os seus primeiros passos no ballet aos oito anos de idade. Agora resolveu misturar a arte de escrever com o ballet. É empresária de comunicação e hoje desliza na ponta dos pés para alimentar um sentimento que só quem ama a dança sabe explicar.