Jorge Nicola
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O São Paulo apresentou nesta terça-feira seu plano para não deixar o Morumbi para trás em relação ao Fielzão e à Arena Palestra, estádios dos rivais que serão entregues até 2014. Uma parceria com a Andrade Gutierrez vai garantir ao Tricolor, num futuro próximo, a cobertura de seu campo e a construção de um hotel dentro do próprio clube.
O custo total está avaliado entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões e será bancado por empresas ligadas à Andrade Gutierrez que queiram explorar a futura arena multiuso para 25 mil pessoas. Com a cobertura, o Morumbi passará a receber shows, convenções e eventos esportivos utilizando as arquibancadas e numeradas atrás de um dos gols do estádio.
Há somente uma ameaça: a possibilidade de a Prefeitura não emitir as licenças, alvarás e demais autorizações para a construção. Isso porque o Morumbi, hoje, já está no limite de seu potencial construtivo.
O presidente são-paulino Juvenal Juvêncio fez questão de convidar Gilberto Kassab para participar do evento desta terça e colocou pressão no prefeito de São Paulo. Juvenal destacou a ajuda da Prefeitura e do governo de São Paulo ao Corinthians para a construção do Fielzão e afirmou que o Morumbi não terá um centavo de dinheiro público. Kassab, que é são-paulino, se disse solidário à causa do Morumbi. “Há coisas que são ilegais, mas, quando se tem ética e transparência, você envia o projeto para a Câmara Municipal, aprova o projeto e se torna legal”, respondeu Kassab, dando a entender que fará todo o esforço para liberar logo o início dos trabalhos.
Na corrida/ O São Paulo tem pressa para iniciar a obra. Serão necessários pelo menos 18 meses para concluir a cobertura e o hotel. A preocupação é de que a Prefeitura tenha a mesma lentidão apresentada na aprovação dos alvarás da Arena Palestra — foram quase dois anos de burocracia, contra apenas três meses para o Fielzão. “Se tudo sair na metade do tempo de Itaquera, estarei satisfeito”, disse Marco Aurélio Cunha, conselheiro tricolor e vereador.
A ideia do São Paulo é praticamente dobrar sua receita com a construção da cobertura — em vez de dez eventos por ano, como em 2011, a estimativa é de 25. O hotel também garantirá dinheiro extra, explorando a pouca concorrência na região do estádio, apesar da demanda por causa dos hospitais.
Projeto de cobertura do Morumbi e de hotel está avaliado em até R$ 400 milhões
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