Logo após a vitória sobre o Kashiwa, Neymar disse que todo mundo gosta de ver o Barcelona jogar, o melhor time do mundo. Será, então, muito bom enfrentar a equipe espanhola. Certo, Neymar.
Já se enumerou diversas vezes os motivos da atração pelo Barcelona. Competitivo e vencedor, sem abrir mão da qualidade. É a eterna equação bem resolvida, jogar bonito e vencer. Pelo coletivo, pelos valores individuais, por Messi, pela manutenção da filosofia implantada nas categorias de base nos anos 70: a bola é minha.
Em 2010, o Santos foi assim para o futebol brasileiro. Os títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil foram conquistados com um futebol admirado, ofensivo, solto, bem brasileiro. E com direito a Neymar e Paulo Henrique Ganso estrelando o elenco formado por gente boa de bola.
O Barcelona segue como sempre. O Santos não mudou. Messi pode ser eleito mais uma vez o melhor do mundo, como de fato o é. Neymar brilha cada vez mais, seja qual for a competição, como fazem os grandes. Um jogo recheado de talentos e esperanças.
Em maio, o título europeu do Barcelona. Em julho, o Santos campeão da Libertadores. De lá pra cá, falou-se da possibilidade do jogo. Virou realidade. Muricy disse sobre o Santos o que se pode ampliar para todos: vamos nos divertir! Competição à parte, é um dia para quem gosta de futebol. Pelo prazer de ver.
Cutucão ou preocupação
Felipão disse que, se conquistar o Paulista em 2012, sentirá sabor de Libertadores. Um palmeirense, em conversa comigo, mostrou-se desconfortável. Dá pra entender o raciocínio de Felipão. Mais preocupante foi sentir o treinador não muito otimista em relação aos reforços para o ano que vem. E uma nova onda de interesse por ele, agora do Atlético de Madrid. Espera-se o ataque do Palmeiras. Ao mercado, claro.
Trio esperança
Fabrício é bom de bola. Maicon foi bem no Brasileiro. Edson Silva chamou a atenção. Contratação boa é a que dá certo, mas as três do São Paulo são interessantes.
Direto com o proprietário
Há sempre a impressão de ser mais fácil negociar sem intermediário. Bastou uma conversa direta entre o presidente (agora licenciado) do Corinthians, Andrés Sanchez, e Tite, que está de férias nos Estados Unidos, para o contrato do técnico ser renovado por mais uma temporada. Com comando novo no Timão, tomara que seja dado o mesmo suporte aos profissionais, na alegria e na tristeza.
Quem sabe...
Discretamente, dentro e fora do Corinthians, há uma intensa movimentação tentando trazer o volante Cristian (foto) de volta no ano que vem.
Domina e Toca com Paulo André
Mesmo na reserva, destacou-se como líder no Corinthians. Após longo período se recuperando de cirurgia, entrou no time e não saiu mais. Na avaliação do ano, Paulo André destaca a força coletiva da equipe após as saídas de Ronaldo, Roberto Carlos, Dentinho, Jucilei e do zagueiro William. Boa conversa com o campeão brasileiro.
DIÁRIO_ Foi um começo de temporada difícil pra você?
PAULO ANDRÉ_ Passei por cirurgia no fim do ano passado e não consegui voltar a tempo para a Libertadores. Foi duro. Eu aspirava ser titular. Treinei incansavelmente. Tive propostas pra sair e fiquei por sentir que poderia ser campeão brasileiro. Cheguei à conclusão de que era melhor ser campeão mesmo sem jogar do que sair do Corinthians.
É certo dizer que é um elenco unido?
Desde que cheguei, em 2009, nunca vi um problema, nem um empurrãozinho a mais num treino. Somos profissionais, a ponto de aceitar a reserva, como fizeram Emerson e Adriano. Isso nos fez superar jogos muitos difíceis, reverter situações complicadas em campo.
Quem chegar tem de se enquadrar?
É tudo tão natural que o cara chega e já faz parte do grupo, logo percebe que impera o trabalho. Por exemplo, o Ralf, suspenso, treinou mais do que todo mundo na última semana do Brasileirão, mesmo sabendo que não jogaria. Quem fica na dúvida, logo segue junto.
O time campeão é mais cobrado na próxima temporada? Ainda mais com Libertadores pela frente?
Eu penso diferente. É preciso disputar os três títulos, não vejo prioridades. Imagina uma semifinal de Paulista contra São Paulo, Palmeiras... Mesmo se estiver bem na Libertadores, não pode perder. Temos de ter um grupo com qualidade e quantidade. Sobre a cobrança, é normal. Esta semana, conversei com um amigo do mercado financeiro e comentei que já falam da Libertadores, o Brasileirão foi esquecido. Ele respondeu que, no mês passado, conseguiu um bom lucro pra empresa, mas o resultado de dezembro não estava tão bom e a cobrança está enorme. Vi que a minha profissão é igual às outras.
Com Tiago Moler e Carlos Cereto
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