Duas passagens da história recente comprovam os dotes pedagógicos de um ex-presidente.
2005: Ressentido, Roberto Jeffferson ordena que um repórter ligue o gravador e tasca: "O governo paga mesada para deputado votar a favor". Trinto e oito neguinho se defendem agora desta acusação no STF. Lula diz não saber de nada e expulsa um soldado então anônimo do partido, Delúbio Soares.
2012: Reluz no site da campanha do PT à prefeitura de São Paulo um clipe de um rap canhestro, onde uma foto de Serra e Hitler aparecem justapostas. Fernando Haddad não diz, mas dá a entender que não sabia de nada ao mandar demitir o subalterno que subiu o vídeo.
A relevância de um caso e outro difere tanto quanto a envergadura de Lula e Haddad, mas os episódios mostram como a criatura repete o criador.
Bem direitinho.
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