Diário de S. Paulo

12/01/2018 - 22:36

Clara planeja vingança em 'O Outro Lado do Paraíso'

Ainda assim, atriz não considera a mocinha uma vilã e conta que o trabalho tem motivado sua luta pelos direitos das mulheres. DIÁRIO mostra a evolução da protagonista

Por: Bárbara Saryne
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Foto: Globo/Raquel Cunha

Os planos de Clara, personagem de Bianca Bin em "O Outro Lado do Paraíso", estão longe de acabar. Após colocar Gael (Sérgio Guizé) atrás das grades e expor a vida dupla do doutor Samuel (Eriberto Leão), a mãe de Thomaz (Vitor Figueiredo) vai se aproximar de Laura (Bella Piero) para descobrir o que ninguém ainda sabe sobre o delegado Vinícius (Flávio Tolezani).

Desde que deixou o hospício, a protagonista da novela das 21h está armando planos para se vingar de todos que um dia a fizeram sofrer. Se a vontade de fazer justiça com as próprias mãos tem transformado a mocinha de Walcyr Carrasco numa vilã, Bianca Bin prefere não acreditar. "Num país em que a Justiça anda tão deficiente, fazer justiça desse jeito é triste, mas a Clara sabe que é o único jeito", defende.

Para a atriz, uma prova de que a moça continua boa é a forma como agiu após se vingar do psiquiatra que autorizou sua internação no passado. "Foi uma vingança que veio para libertar ele e a família, principalmente as mulheres. A Clara é humana, ela se preocupou quando viu que a Adnéia (Ana Lucia Torre) desmaiou ao ver o filho de calcinha. Ela também diz que a vingança tem um gosto amargo porque sofreu quando viu a expressão do rosto da Suzy (Ellen Rocche)", explica.

Assim como Clara evoluiu ao longo da novela (confira a linha do tempo ao lado), Bianca acredita que a experiência tem mexido com o seu interior. Vencendo seus medos dia após dia para gravar as sequências mais pesadas, como a cena em que ficou presa dentro de um caixão, a atriz de 27 anos está ainda mais determinada a lutar pelos direitos das mulheres. Na primeira fase do folhetim, quando sua personagem era frequentemente agredida pelo marido, Bianca ouviu relatos de vítimas de violência doméstica e conta que ficou revoltada.

"Uma mulher me contou que ele (ex-marido) já quebrou o maxilar dela. Graças a Deus, nunca passei por isso", revela. Criada numa família machista e conservadora, Bianca afirma que "homens e mulheres precisam curar essa relação com o feminino". Recentemente, inclusive, ela causou nas redes sociais ao dizer que deixou de usar absorventes e passou a utilizar o coletor menstrual, uma espécie de copo de silicone flexível, que é inserido no canal vaginal. "Agora conheço mais o meu corpo e não tenho vergonha nenhuma de falar."


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