Diário de S. Paulo

13/01/2018 - 11:53

Delegado assassinado é velado no Centro do Rio

Sepultamento será no Caju, Zona Norte. Parentes e amigos da Polícia Civil e da Polícia Federal foram dar o último adeus.

Por: Agência G1

Foto: Reproduções/ Redes Sociais

O delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Fábio Monteiro, assassinado nesta sexta-feira (12), está sendo velado na Academia de Polícia Silvio Terra, no Centro. O corpo chegou ao local às 10h. O sepultamento será no Mausoléu da corporação, no Caju, na Zona Norte, por volta das 13h.

Parentes e amigos da Polícia Federal e da Polícia Civil compareceram ao velório.

Antes de passar no concurso para delegado, Fabio foi agente da Polícia Federal. Lotado na Central de Garantias Norte, o policial era casado e tinha dois filhos. Ele era professor de Direito Penal e Processo Penal.

O corpo de Fábio foi encontrado por policiais militares no porta-malas de um carro próximo às favelas do Arará e Jacarezinho, comunidades na Z

A morte do delegado provocou imediata reação das forças de segurança e uma operação teve início no Jacarezinho. Um grupo com cerca de 40 pessoas foi detido na comunidade e levado para a Cidade da Polícia. Houve troca de tiros e ao menos uma pessoa foi baleada.

Em nota divulgada nas redes sociais à tarde, a Polícia Civil confirmou a morte do agente. A instituição manifestou "profunda tristeza" com o assassinato e disse que a Delegacia de Homicídios passou a investigar o caso. "A PCERJ está em luto pela perda do nosso companheiro", concluiu.

'Tiro na democracia'

O secretário de Segurança, Roberto Sá, em entrevista ao G1 na tarde desta sexta, classificou o assassinato de Fábio como um "atentado, um tiro na democracia". Como representante da pasta, Sá afirmou que a polícia não iria descansar enquanto não colocasse as mãos nos criminosos.

"Toda ação contra agente público eu digo que é um atentado, um tiro contra a democracia. Eu tenho certeza que a polícia civil não vai descansar enquanto não colocar as mãos nos criminosos que tiraram a vida desse delegado. É uma resposta para a sociedade, e acima de tudo para o crime. Não pode compensar atentar contra a vida de agentes públicos", disse Sá.

Zona Norte do Rio, na tarde desta sexta-feira (12).


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