Diário de S. Paulo

11/01/2018 - 16:24

Bugios desaparecem do Horto Florestal

Governo diz que 67 dos 86 macacos tiveram confirmação de morte pela doença. Devido ao estado de decomposição, não foi possível realizar exame no restante

Por: Diário SP
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Foto: /Divulgação

Os frequentadores do Horto Florestal, na Zona Norte, não vão ver mais os simpáticos bugios durante suas visitas ao espaço de lazer. Pelo menos 67 dos 86 macacos desta espécie tiveram confirmação de morte pela febre amarela. Não foi possível fazer a detecção no restante devido ao avançado estado de decomposição no restante, diz a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Porém, tudo indica que a doença exterminou as 17 famílias da espécie que habitava o parque. A primeira morte foi confirmada em outubro passado. O óbito acabou alertando os agentes de saúde sobre a circulação do vírus na região.

A pasta do Meio Ambiente explicou ainda que o bugio é a espécia de primata mais sensível à febre amarela, "por isso é considerado pelos órgãos de saúde como o sentinela para a doença".

Além do bugio, o Horto abriga outras espécies como o Sapajus sp - macaco prego; o Saguis Callitrix sp - saguis e o Calicebus nigrifons-sauá.

Os macacos não transmitem a doença, são vítimas dela, assim como os humanos.

Em último balanço, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) informou que dos mais de 2,4 mil macacos encontrados sem vida na região metropolitana, entre julho de 2016 e esta quinta-feira (11), 617 testaram positivo para febre amarela.

REABERTURA/ Na quarta-feira, o governo reabriu três parques de sua responsabilidade que estavam interditados desde o ano passado como medida de prevenção ao vírus.

De acordo com as pastas da Saúde e do Meio Ambiente, não haverá controle na entrada, mas os espaços na Zona Norte- Horto Florestal, Cantareira e Ecológico do Tietê - terão faixas alertando os usuários a entrar nos locais somente 10 dias após tomarem a vacina.

Ainda há 23 parques, sob administração da Prefeitura, que continuam interditados. A gestão municipal informou não ter data para eles serem reabertos e conversa sobre a situação com o estado.


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