Diário de S. Paulo

09/01/2018 - 17:46

Estado registra mais três mortes por febre amarela

Ministério da Saúde anunciou ontem que vai aplicar dose fracionada em 54 municípios de São Paulo

Foto: /Reprodução

Mais três mortes por febre amarela silvestre foram confirmadas nesta terça-feira (9), no estado de São Paulo. Duas ocorreram em Atibaia. A terceira vítima tinha 48 anos e estava internada no Hospital Leforte, na Liberdade, Centro da capital.

As vítimas de Atibaia são um jovem de 22 anos e um idoso de 89. As amostras dos pacientes foram coletadas nos dias 28 e 31 de dezembro.

A pessoa que morreu nesta terça em São Paulo tinha 48 anos e deu entrada no Hospital Leforte na última sexta-feira, com diagnóstico confirmado. O paciente foi internado na UTI, mas o caso evoluiu para falência múltipla de órgãos.

Com os óbitos, o estado contabiliza 16 casos fatais da doença. A maioria das vítimas foi infectada na região de Mairiporã. Para Marcos Boulos, a cidade está em estado emergencial. Infectologistas do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Emílio Ribas estiveram no município para dar "suporte técnico e treinamento" ao município.

VACINAÇÃO/ A vacinação da dose fracionada da vacina contra febre amarela será realizada em 52 municípios de São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é imunizar 6,3 milhões de pessoas no estado. A campanha será realizada de 3 a 24 de fevereiro.

A dose fracionada tem 0,1 ml, enquanto que uma convencional, 0,5 ml. Segundo Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças da Secretaria Estadual de Saúde, a vacina protege a pessoa por oito anos.

"As 52 cidades vão começar a vacinação simultaneamente", diz Boulos. "Elas foram selecionadas por estarem em área receptiva, por estarem muito próximas em áreas de mata onde ocorre a circulação do vírus. Nas áreas onde já estamos vacinando porque já circula o vírus continuaremos dando a vacina convencional e todos os outros viajantes para essas áreas receberão a vacina convencional."

Os médicos recomendam a vacina fracionada acima dos 2 anos de idade. Idosos, no entanto, devem ter avaliação de saúde, para saber se devem tomá-la. Alguns grupos seguirão tomando a dose integral, como crianças entre 9 meses e 2 anos, gestantes e pacientes com condições especiais (portadores de HIV e que terminaram quimioterapia). Isso porque não há estudos que demonstrem a eficácia nestes grupos.

Sobre as gestantes, as que vivem em maior risco devem avaliar com o equipamento de saúde os benefícios da vacina. Até o ano passado ela era totalmente contraindicada, quando passaram a permitir a imunização mediante avaliação médica nas regiões de risco.

A dose é vetada a imunodeprimidos e em tratamento contra o câncer, além de pessoas alérgicas à proteína do ovo.

Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia também vão adotar a vacina fracionada. /Com G1 e Ag. Brasil


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