Diário de S. Paulo

03/01/2018 - 19:47

'A gente não espera que isso vá acontecer dentro de casa'

Mãe de Arthur, a professora Valéria Aparecido, de 34 anos, disse que a morte do filho destruiu a família. "É triste, é lamentável, a gente pensa que nunca vai acontecer com a gente. A gente não espera que isso vai acontecer dentro de casa."

Para Valéria, a prisão do culpado pela morte de seu filho vai auxiliar na conscientização de quem acaba atirando para o alto nas festas de fim ano como forma de comemoração.

O pai do menino, David Santos da Silva, 33, também foi ao 89º DP (Portal Morumbi) ontem para prestar depoimento, apesar de estar "destruído".

"Só o que a gente quer é que o real culpado seja preso, não qualquer pessoa só para tentar acabar ou amenizar a situação", apontou David.

Ele estava ao lado de Arthur quando ocorreu o disparo. "Não sei o que a pessoa queria comemorar, ainda mais neste país, nessa situação que está. Ainda mais com arma", disse.

David relatou que o filho caiu de costas e disse acreditar que no momento em que Arthur foi atingido não havia mais chances de sobreviver.

A família do menino mora no Jaraguá, Zona Norte, e foi passar a virada do ano na casa de um primo de Valéria. Eles não conheciam a vizinhança.

A mãe de Arthur relatou também que vários hospitais privados deixaram de atender Arthur por medo de a família não pagar pelo atendimento.


Compartilhe: