Diário de S. Paulo

03/01/2018 - 13:50

Justiça solta suspeito de atirar em criança

Por falta de provas, homem de 20 anos, preso na terça-feira, foi liberado na madrugada de ontem após pagar fiança. Polícia aguarda exame de confronto balístico e laudo para saber trajetória feita pelo projétil

Por: Assinatura / cidade
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Alegando falta de provas, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo)soltou o suspeito de atirar em Arthur Aparecido Bensid Silva, de 5 anos, na virada do ano. O menino brincava na garagem de casa com bolhas de sabão quando foi atingido na cabeça por uma bala perdida.

A Justiça também negou o pedido de prisão preventiva (sem data para sair)."Há que se ponderar que se eventualmente condenado em processo criminal vindouro, poderá ser imposta pena privativa de liberdade em regime menos rigoroso do que fechado, sendo incoerente, portanto, a sua segregação nos moldes como se encontra", diz texto da decisão do juiz Paulo de Abreu Lorenzino.

O suspeito tem 20 anos e confirmou à polícia ter realizado seis disparos para o alto. No entanto, afirmou que eles ocorreram próximo de sua casa, no Jardim das Imbuias, na Zona Sul, cerca de 20 quilômetros de onde Arthur estava.

O homem foi solto na madrugada de ontem após pagar fiança de R$ 500. "Para nós, ele continua como suspeito até que seja feito o confronto balístico. Se confirmar que não foi do revólver dele, ele está descartado como suspeito", disse o delegado Antônio Sucupira Neto, do 89º DP (Portal Morumbi), responsável pelo caso.

O homem confessou ainda que estava com três amigos dentro de um Chevrolet Vectra. O trio será ouvido hoje.

Sucupira Neto informou, em entrevista coletiva ontem, que a polícia chegou até o suspeito por meio de uma interceptação telefônica em uma investigação paralela.

Segundo o delegado, o próximo passo da investigação é fazer o exame de confronto balístico para identificar se a arma do suspeito foi a mesma usada para atingir Arthur.

A investigação também aguarda laudo do Instituto de Criminalística para confirmar a trajetória da bala, que deve ficar pronto entre 3 e 5 dias.

Ontem, o delegado ouviu os pais do menino. Segundo Sucupira Neto, o pai de Arthur estava do lado dele no momento em que o menino foi atingido.

A bala ficou alojada na nuca de Arthur, que demorou mais de cinco horas para receber atendimento médico por conta da falta de ambulância e na demora pra conseguir uma vaga na rede do SUS.

Em um primeiro momento, os familiares do menino pensaram que ele havia caído e batido com a cabeça no chão, já que estava com sangramento.

VIZINHO/Uma casa que fica a cerca de 8 quilômetros de onde Arthur foi atingido também foi atingida por uma bala perdida.

O projétil furou o telhado da casa e chegou a quebrar os pratos que estavam em cima da mesa para a ceia do Réveillon./Com informações do G1


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