Diário de S. Paulo

02/01/2018 - 20:00

Policiais civis decidem manter paralisação no RN

Já policiais militares começaram a voltar ao trabalho após Justiça determinar prisão de grevistas

Foto: /Reprodução

Policiais civis do Rio Grande do Norte decidiram continuar trabalhando em regime de plantão, com paralisação de alguns serviços, pelo menos até as 8h de hoje, quando se apresentarão na Delegacia Geral para definir os rumos da mobilização iniciada em 19 de dezembro em protesto contra o atraso nos salários.

Com a decisão, aprovada em assembleia na tarde desta terça-feira (2), parte dos serviços ao público continuará suspensa nos 15 distritos policiais da Grande Natal, contrariando a decisão do TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte), que determinou que bombeiros, policiais militares e civis retornem ao trabalho sob pena de multa diária de R$ 100 mil a ser aplicada às entidades representativas das categorias.

Além da previsão de multa, o desembargador do TJ-RN Claudio Santos também determinou a prisão em flagrante dos agentes da segurança pública que, a partir da publicação da sua decisão, "promoverem, incentivarem, estimularem ou colaborarem, por qualquer meio de comunicação, para a continuação da greve (...), pelo cometimento de crimes de insubordinação, motim (PM) ou desobediência".

Até o fim da assembleia, o Sinpol-RN (Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública) informou que não havia sido oficialmente notificado da decisão judicial. Conforme o sindicato, a categoria não está em greve e decidirá os rumos da mobilização amanhã após se colocar à disposição da diretoria da Polícia Civil.

Por força da decisão judicial, os PMs começaram a voltar a patrulhar as ruas de Natal e região. O retorno, no entanto, é gradual, pois segundo a PM, o efetivo voltará às ruas na medida em que houver viaturas em condições de uso.


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