Diário de S. Paulo

04/12/2017 - 16:53

Bruno é a 'pedra no sapato' dos corruptos em 'O Outro Lado'

Delegado na segunda fase da novela das 21h, Caio Paduan fala ao DIÁRIO sobre semelhanças com o personagem

Por: Bárbara Saryne
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Foto: Raquel Cunha/Rede Globo

Branco, rico e inteligente. Bruno, personagem de Caio Paduan em "O Outro Lado do Paraíso", nasceu em berço de ouro e é disputado pelas mulheres. "Pedra no sapato" dos próprios pais, que são conservadores e racistas, o mais novo delegado da novela das 21h não abre mão de seus princípios e está pronto para confrontar qualquer um que venha infrigir as leis nesta segunda fase do folhetim.

"O Bruno tem caráter, não passa por cima da lei e eu acho isso muito legal. Estou gravando cenas muito boas nos bastidores dos fóruns e delegacias", conta Paduan.

Preparado para trabalhar muito, o ator acredita que o filho de Nádia (Eliane Giardini) tem de ter "sangue de barata" para encarar os vilões da trama, mas se orgulha das atitudes tomadas por ele até aqui.

"O Bruno está ferrado porque essa novela tem uma quadrilha da pesada (risos). Sophia (Marieta Severo), Samuel (Eriberto Leão) e Vinícius (Flavio Tolezani) vão bater de frente com ele nos próximos capítulos", adianta.

O trabalho como delegado, no entanto, está longe de ser o maior problema do personagem. Apaixonado por Raquel (Érika Januza) desde os primeiros episódios da novela de Walcyr Carrasco, o atual marido de Tônia (Patrícia Elizardo) ficou mexido com a volta por cima que a ex-namorada deu ao se tornar juíza.

O momento, entretanto, trouxe mais um dilema para o mocinho: se decidir ficar com Raquel agora, além de enfrentar a dolorosa separação da médica vegana, terá de comprar uma briga com a mãe, que fez de tudo para separá-lo da negra no passado.

"O Bruno enxerga a Raquel como uma mulher que ele se apaixonou e pronto, não se importa com a posição dos pais dele. E, neste aspecto, eu sou diferente dele porque tive sorte, meus pais são pessoas maravilhosas", revela o ator.

Melhor amigo dos familiares, Caio diz que sempre pede o conselho dos pais antes de tomar atitudes importantes. Com o pai, ele tomou sua primeira cerveja e foi motivado a estudar, independentemente da profissão que resolvesse seguir. Já a mãe, é uma confidente, a pessoa que ele sempre procura nas adversidades.

Coração dividido: é hora de lutar por amor ou gratidão?

Bruno (Caio Paduan) e Raquel (Érika Januza), na primeira fase de "O Outro Lado do Paraíso", tomaram rumos diferentes quando perceberam que o relacionamento não daria certo. A paixão contida do casal, porém, ficou evidente nos capítulos exibidos na semana passada.

"Eles se amam, isso é fato. Podem passar 60 anos, mas o Bruno vai continuar gostando da Raquel", opina Caio. Para ele, o casamento do personagem com a médica Tônia (Patrícia Elizardo) só aconteceu porque a moça fingiu que estava grávida. A união, ainda segundo o artista, trata-se de uma amizade e envolve o sentimento de gratidão e parceria.

"O Bruno gosta da Tônia, mas não tem paixão ali. Ele é muito responsável e casou com ela porque julgou ser o correto, queria assumir o filho", explica o ator.

Insegura com a presença de Raquel na cidade, Nádia (Eliane Giardini) vai exigir, no capítulo de hoje, que Tônia engravide de Bruno o mais rápido possível, mas pode ser que seja tarde para o "golpe da barriga".

Amanhã, o delegado vai beijar Raquel. E, envolvido, conversará com um amigo sobre a juíza de Palmas, que, apaixonada, resolverá pedir conselhos para a Mãe do Quilombo (Zezé Motta).


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