Diário de S. Paulo

23/12/2017 - 20:07

Governo está autorizado a pegar empréstimo de R$ 2,5 bi

Deputados autorizaram o governo do estado a pegar empréstimo de bancos nacionais e internacionais no valor de R$ 2,5 bilhões para concluir monotrilhos e Tamoios

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A Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) aprovou na noite desta sexta-feira o empréstimo de quase R$ 2,5 bilhões que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) quer contrair junto a bancos nacionais e internacionais para terminar as obras da Rodovia dos Tamoios e dos monotrilhos das linhas 15-Prata e 17-Ouro.

Depois de muita discussão na Comissão de Finanças e Orçamento, os deputados ainda marcaram para a próxima terça-feira a votação das contas de 2017 do governo estadual. Na data, também deve ser votado o orçamento que estará disponível para o estado no ano que vem.

Os trabalhos na Alesp viraram à noite, já que os deputados precisam correr com as aprovações para entrar em recesso. Se os projetos ficarem para o ano que vem, Alckmin terá R$ 18 bilhões para gastar em janeiro, que é 1/12 do orçamento total previsto para 2018.

Empréstimo bilionário/ Alckmin enviou à Alesp um projeto de lei que autoriza o estado a contratar mais de R$ 2,5 bilhões em operações de crédito para terminar obras inacabadas de seu governo.

O pedido causou mal-estar no Legislativo estadual, já que ocorreu próximo ao período eleitoral. Em abril de 2018, o tucano deve deixar o cargo de governador para concorrer à Presidência da República.

Segundo o tucano, o financiamento solicitado e aprovado pelos deputados já era "previsto há muito tempo".

"É pra gente concluir três obras: a linha 15, que é a da Zona Leste, até Sapopemba e São Mateus, a linha 17, que é do Aeroporto de Congonhas, e a Rodovia Tamoios, que é a nova rodovia na Serra do Mar", disse em entrevista no começo do mês. "Obra desse porte não dá para fazer só com orçamento do estado." /G1

'Aventura' que vai custar R$ 3,5 bilhões ao estado

Para a implantação da Linha 17-Ouro, o valor requerido pelo governo é de R$ 1 bilhão, que teria como objetivo "o financiamento parcial de projetos, execução de obras civis, aquisição de equipamentos, sistemas e de material rodante".

Alckmin estipulou, ainda, uma nova data para a entrega da Linha 17: julho de 2019. Quando foi anunciado, o monotrilho tinha um outro traçado, maior, e conclusão prevista para 2014.

As obras da Linha 17-Ouro já sofreram vários questionamentos do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Além do atraso na entrega, o custo da obra disparou: inicialmente, sairia por R$ 1,3 bilhão. Agora, deve chegar a R$ 3,5 bilhões.

De acordo com o TCE, o Metrô embarcou em uma aventura quando decidiu construir a Linha 17-Ouro e gastou dinheiro público de forma irresponsável. O governo nega.

R$ 324 milhões irão para a Linha 15

Para a implantação do monotrilho da Vila Prudente-Iguatemi, o governo do estado pede a autorização para um empréstimo de R$ 324 milhões, que teria como destino "o financiamento parcial das obras civis". Segundo o documento aprovado pela Alesp, o valor garante a execução do projeto e não aumenta a dívida do estado.

Tamoios vai receber R$ 900 milhões

Outros R$ 900 milhões foram solicitados para a PPP (Parceria Público-Privada) da Rodovia Tamoios, que pretende ligar o Vale do Paraíba ao Porto de São Sebastião. O empréstimo, neste caso, conforme o projeto de lei, visa "o financiamento parcial dos recursos a serem aportados pelo Poder Público" no contrato de concessão assinado no ano de 2014.

Somam-se aos anseios do governo tucano mais
R$ 243 milhões para financiar o Profisco 2, programa que promete modernizar a gestão fiscal do estado de São Paulo.


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