Diário de S. Paulo

07/12/2017 - 16:40

Relógio do Museu da Língua Portuguesa volta a funcionar

Destruído em um incêndio, espaço vai funcionar a todo vapor só em 2019

Por: Diário SP
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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Após dois anos, o relógio da Estação da Luz, um dos principais cartões postais da cidade, voltou a badalar. Depois do incêndio ocorrido em 2015, o governo do estado concluiu parte da reforma do Museu da Língua Portuguesa, localizado na Praça da Luz, região central, e a apresentou nesta quarta-feira (6) à população. A expectativa é de que o museu volte a funcionar a pleno vapor apenas em 2019.

A obra está estimada em R$ 65 milhões e parte deste valor (R$ 36 milhões) virá da iniciativa privada. O  restante da verba é referente ao seguro contra incêndio. “Ele está sendo inteirinho reformado, inclusive a parte que não pegou fogo, porque o prédio tem 117 anos. Eu acho que no início de 2019 deve estar sendo reaberto, muito mais moderno, interativo, servindo a população”, disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo o tucano, as obras avançam agora para a reconstrução da cobertura e a restauração dos pátios. A no va cobertura vai conservar a volumetria externa (conjunto das dimensões que definem o volume de uma construção) do edifício e oferecer uma nova configuração no interior do prédio. Essa será a próxima etapa da restauração. “(O material) Já está no porto de Santos. São 27 toneladas de zinco vindos do Peru”, disse o governador.

A peroba do campo, madeira que fazia parte da cobertura original foi recuperada e reutilizada. “Foi um trabalho muito fino, muito precioso. Os restauradores que trabalharam aqui tiveram um belo desafio e o resultado foi excelente”, disse Sonora Regina, coordenadora da Unidade de Preservação do Patrimônio. “Participar do ressurgimento de um dos principais espaços da gestão estadual de cultura é um dever e um privilégio”, completou o secretário de Cultura, José Luiz Penna.

TRAGÉDIA/ O incêndio no Museu da Língua Portuguesa ocorreu em dezembro de 2015. O bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz, que trabalhava no local, morreu ao sofrer uma parada cardiorrespiratória. O espaço não tinha o auto de vistoria do Corpo dos Bombeiros e, de acordo com a corporação, o fogo teve início devido a um curto-circuito ou a um estouro de uma lâmpada. No instante do ocorrido, a iluminação era trocada e uma fagulha caiu nas redes. O tradicional museu possui três pavimentos e uma área de 4,3 mil metros quadrados, e foi implantado pela Fundação Roberto Marinho em parceria com o governo do estado. O projeto de restauração da fachada e esquadrias segue em andamento.

As próximas etapas são: projeto curatorial e museografia, projeto arquitetônico de adequação interna, obra de adaptação interna, obra para restauração da cobertura, conteúdo e implantação da museografia.


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