Diário de S. Paulo

07/12/2017 - 16:14

Motoristas de vans escolares fazem protestos na cidade

Condutores afirmam que houve redução no número de alunos beneficiados e reclamam de mudanças. Prefeitura nega informação e diz cumprir normas

Por: Diário SP
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Foto: /Reprodução

Motoristas de vans escolares da rede municipal protestaram na manhã desta quinta-feira (7) em ao menos sete pontos da capital. Desde o início do ano, os condutores e pais de alunos reclamam de mudanças feitas pela Prefeitura no serviço.

Segundo os motoristas, a Secretaria Municipal de Educação vem cortando, desde o início do ano, crianças que tinham o benefício como forma de reduzir gastos públicos.

"A Secretaria de Educação comunicou aos pais a opção dos filhos poderem ficar na mesma escola atual, só que perder o transporte escolar, ou pedirem transferência para uma escola mais perto de casa. Só que estão oferecendo vagas em escolas onde não existe ainda, que pode surgir. O aluno perde o transporte de qualquer forma", disse o presidente da União Geral do Transporte Escolar de São Paulo, Anderson Malafaia, ao portal G1.

Como os motoristas recebem por criança transportada, o rendimento diminuiu. Segundo o sindicato, a Prefeitura paga R$ 176 por aluno.

No ano passado, o DIÁRIO publicou reportagem mostrando que a gestão Fernando Haddad (PT), no começo de novembro, já analisava e reduzia alunos que não estavam dentro das normas estabelecidas por uma portaria da pasta da Educação.

Uma das regras era a obrigatoriedade do oferecimento de transporte para crianças que moram até 2 km da escola.

Em nota, a secretaria de Educação informou que o TEG (Transporte Escolas Gratuito) não teve mudanças.

A pasta disse ainda que, conforme relatório do TCM (Tribunal de Contas do Município), feito a pedido dos motoristas, a Prefeitura "apenas passou a exigir o cumprimento das normas estabelecida há anos".

O relatório afirmou que "nenhum aluno com direito ao transporte gratuito deixou de receber o benefício nem houve redução nos pagamentos aos transportadores".

A pasta afirmou estar em contato com os condutores.


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