Diário de S. Paulo

20/12/2017 - 16:06

'O Rei do Show' celebra a diversidade humana

No filme, os que 'vivem nas sombras' são convidados a subir no palco para serem protagonistas

Por: Giovanni Oliveira
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Quantas vezes você já se sentiu excluído? Quantas vezes as pessoas lhe olharam torto, com aquele ar de reprovação? Quantas vezes você já desejou não ser você? Pois é, no mundo todo, pessoas enfrentam o preconceito e a rejeição por serem simplesmente quem são. Mas, em "O Rei do Show", os que vivem nas sombras e os silenciados são convidados a subir no palco para serem protagonistas das próprias vidas.

Com direção de Michael Gracey, o musical conta a história de P.T. Barnum (Hugh Jackman), um homem sonhador que, após ser demitido, decide arriscar tudo ao comprar um museu de curiosidades e criar seu show de excentricidades. Reunindo as mais diferentes atrações, de animais a pessoas com características únicas, ele enfrenta na jornada o preconceito da sociedade e as armadilhas que se escondem atrás do brilho dos holofotes.

Inspirado em fatos reais, o longa traz um elenco de peso para a telona: Michelle Williams interpreta Charity Barnum, a esposa do senhor Barnum, Zac Efron dá vida ao burguês Phillip Carlyle, Rebecca Ferguson vive a diva da ópera Jenny Lind e Zendaya interpreta a trapezista Anne Wheeler. No entanto, um dos principais problemas do filme é não aproveitar direito esses talentos coadjuvantes, além de não se aprofundar nas histórias e dramas.

Mesmo superficial e com uma trama bem água com açúcar, o filme consegue encantar e conquistar o coração do espectador graças a um trabalho de direção e execução bem feitos. O ritmo é rápido, quase frenético, mas a mensagem que ele transmite é profunda e poderosa, perfeita para os tempos de intolerância que vivemos. É praticamente impossível não se sentir representado em tela.

Sob o ponto de vista mais técnico, a fotografia, a direção de arte e os figurinos são um colírio para os olhos. E, como estamos falando de um musical, as músicas são excelentes! Com uma batida pop estrondosa, as canções (compostas pela mesma equipe do ganhador do Oscar "La La Land"), conseguem cumprem a missão de contar a história e despertam vontade quase incontrolável de cantar e dançar no meio do cinema.

E, como num casamento perfeito, as coreografias complementam a performance, resultando em um espetáculo digno dos palcos da Broadway. Ao fim da sessão, entre uma lágrima e outra, a autoestima fica nas alturas, e a sensação que surge no nosso peito é de orgulho por sermos quem somos.

Confira o trailer:


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