Diário de S. Paulo

15/12/2017 - 17:58

'Os Últimos Jedi' mergulha no interior dos protagonistas

Novo filme de Star Wars abandona o maniqueísmo tradicional

Por: Giovanni Oliveira
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Foto: Reprodução

Uma das franquias mais bem estruturadas da história do cinema é, sem dúvidas, “Star Wars”. Há exatos 40 anos, quando “Uma Nova Esperança” estreou nos cinemas, ninguém imaginava que as histórias de uma galáxia muito, muito distante, continuariam ecoando por tanto tempo. Neste fim de semana, chega aos cinemas o oitavo episódio desta saga (e o nono da franquia), intitulado “Os Últimos Jedi”. Dando continuidade aos eventos de “O Despertar da Força”, a Primeira Ordem, sob comando do Supremo Líder Snoke (Andy Serkis) e seu pupilo Kylo Ren (Adam Driver), segue atrás da Resistência, que diminui cada vez mais. Enquanto isso, depois de encontrar Luke Skywalker (Mark Hammil), Rey (Daisy Ridley) dá prosseguimento a sua jornada de autoconhecimento.

Melhor que o episódio antecessor, o novo longa tenta se soltar de algumas amarras da trilogia original ao apresentar uma estrutura narrativa inédita, mas esbarra em clichês ao passo que expande as fronteiras deste universo adorado por milhares de fãs. Aliás, em se tratando de fãs, as diversas teorias que surgiram na internet a respeito do roteiro caem por terra. Isso pode desapontar ou surpreender alguns.

Nutrido de sequências de combate espetaculares, humor que ultrapassa um pouco os limites, cenas um tanto quanto desnecessárias para a narrativa principal, cores e fotografia que garantem um visual de encher os olhos e momentos inseridos para acalentar o coração dos fãs, o maior acerto de “Os Últimos Jedi” é o desenvolvimento de Kylo e Rey.

A dupla possui uma conexão poderosa, fruto de uma ótima construção de personagens. O conflito pessoal que cada um traz consigo desafia as barreiras do pilar maniqueísta da saga. E se os outros filmes possuíam um tom político forte, este é definitivamente o mais engajado de todos.

Nas mãos de Rian Johnson, o longa possui um ótimo trabalho de direção. Ele também assina o roteiro, que amarra algumas pontas soltas e deixa espaço para novos caminhos, já que a dualidade entre ditadores e rebeldes mostra sinais de desgaste, constada em cenas previsíveis. Ao final da projeção, ao som da atemporal trilha sonora, a ansiedade para o próximo filme aumenta, e o desejo de uma galáxia verdadeiramente democrática renasce. Há uma nova esperança.

Confira o trailer:

Qual a ordem certa para assistir 'Star Wars'? 

A cada novo lançamento da franquia mais adorada da galáxia, jovens Padawans (iniciantes) que desejam se juntar aos rebeldes e viajar entre as estrelas e os planetas ressuscitam uma velha dúvida: qual a ordem certa para assistir aos filmes?

Oficialmente, existem apenas duas opções possíveis: seguir a ordem cronológica dos acontecimentos ou assistir aos filmes de acordo com a sua data de lançamento.

Se você optar por ver os filmes na ordem cronológica, anote aí a sequência: "A Ameaça Fantasma", "Ataque dos Clones", "A Vingança dos Sith", "Rogue One: Uma História Star Wars", "Uma Nova Esperança", "O Império Contra-Ataca", "O Retorno de Jedi" e "O Despertar da Força".

Mas se você quiser vivenciar as aventuras na ordem que elas chegaram nas telonas, o caminho é: "Uma Nova Esperança", "O Império Contra-Ataca", "O Retorno de Jedi", "A Ameaça Fantasma", "Ataque dos Clones", "A Vingança dos Sith", "O Despertar da Força" e "Rogue One: Uma História Star Wars".

Existem outras ordens sugeridas pelos fãs, que costumam intercalar episódios da primeira trilogia com a segunda, e até deixam de fora alguns filmes, mas não existe um consenso sobre isso. A dica é assistir na ordem de lançamento, porém o mais importante é se divertir. Que a força esteja com você!


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