Diário de S. Paulo

17/12/2017 - 16:20

Clima de guerra

Os militantes e dirigentes do PT não querem esperar o dia 24 de janeiro, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revoga ou endossa a condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá. A próximos, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), repete que não vai ter eleição caso Lula seja condenado e impedido pela Lei da Ficha Limpa, mas não explica o que se sucederá e quais os planos do partido. Os movimentos que apoiam Lula querem iniciar já nesta semana movimentações pontuais, na tentativa de intimidar desembargadores. Serão em frente à sede do TRF-4. O plano dos apoiadores de Lula, diante de eventual condenação, é criar um clima tenso pré-eleitoral a ponto de adiar a eleição. É exagero, mas não impossível. A conferir.

Na porta

Internamente, os petistas falam em "terra arrasada", e discutem inflamar as ruas de capitais com protestos caso os desembargadores condenem Lula.

Fatiamento de Poder

Os caciques do PT têm dito que o Parlamentarismo ou Semipresidencialismo vem aí como sistema político. PMDB e PSDB são os entusiastas da PEC. Ganharão um aliado.

MP mira MP

A atuação do Ministério Público de São Paulo no caso de exposição polêmica, com homem nu no MAM (Museu de Arte Moderna), será alvo hoje de julgamento do procedimento dos procuradores paulistas, no Conselho Nacional do Ministério Público.

Venda digital

Após investigar o caso em que uma criança foi filmada enquanto interagia com homem nu, o MP paulista exigiu que o MAM assinasse termo de ajuste de conduta, restringindo uso de aparelhos de foto e filmagem; firmando também outros compromissos em troca do arquivamento do inquérito.

Media training?

O sumiço do presidenciável Jair Bolsonaro da mídia e de agendas públicas nas últimas semanas tem um quê de estratégia pré-eleitoral. Há quem diga que vem aí o Bolsonaro Paz e Amor, mas sem perder a.. postura de durão.

La vie en rose?

O cronograma do Palácio para o Congresso em 2018: reforma da Previdência, reforma tributária e legalização dos jogos. É dinheiro em caixa e alívio no mercado.

Supremo silêncio

A PF informou ao STF que não viu indícios de crimes de ministros nas citações da Lava Jato (em especial de Joesley). Mas o silêncio da Corte sobre o caso foi ensurdecedor.

Dória x França

João Doria quer se candidatar ao governo de São Paulo, mas entrará num cenário delicado diante do futuro adversário Márcio França (PSB), o vice que deve assumir o Bandeirantes em abril, com eventual candidatura de Alckmin ao Planalto. O desafio é: como Doria vai atacar França sem citar gestão do padrinho Alckmin, do próprio partido.

Acordo

A última viagem de Alckmin e Doria a "sós" foi em meados do ano para Pirenópolis (GO), para casamento da filha do governador Perillo. Eles se afinaram bem na ida e volta no jatinho, com as primeiras-damas como testemunhas. Há acordo de cavalheiros.


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SOBRE Leandro Mazzini

Começou no jornalismo em 1996. Passou por Jornal do Brasil, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil, Agência Rio de Notícias entre outros. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011. Foi colunista do JB e da Gazeta.