Diário de S. Paulo

05/12/2017 - 13:31

Toyota Corolla será novamente o sedã médio mais vendido do Brasil durante o ano

Sedã japonês encerrará o ano como um dos carros mais vendidos do Brasil. Confira mais informações sobre o crescimento do mercado

Por: Agencia IG

Foto: Renato Maia/Falando de Carros

De acordo com o levantamento publicado pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), o Toyota Corolla mantém a liderança entre os sedãs médios mais vendidos do Brasil. Foram 5.537 unidades vendidas em novembro, acumulando nada menos que 59.621 emplacamentos desde o início do ano. Em segundo lugar surge o Honda Civic, bem abaixo do principal rival. O sedã da Honda emplacou 1.858 carros em novembro, acumulando 24.021 exemplares. Menos da metade das vendas do Corolla.

Abaixo de Toyota Corolla e Honda Civic, surge o terceiro sedã médio mais vendido do Brasil: o Chevrolet Cruze. A GM conseguiu emplacar 1.639 unidades em novembro, acumulando 17.592 no ano. A partir do quarto colocado, os números começam a ficar mais baixos. O Volkswagen Jetta, por exemplo, vendeu apenas 589 unidades, acumulando 7.043 carros no ano. O Ford Focus Fastback emplacou 428, acumulando 5.463 em 2017. O mesmo número que o Corolla costuma vender em um mês.

O Nissan Sentra é o sexto sedã mais vendido em novembro, com 303 emplacamentos e 3.618 unidades acumuladas no ano. Logo abaixo, surge o Citroën C4, com apenas 189 unidades e 3.081 emplacamentos em 2017. A Hyundai CAOA viu 131 unidades do Elantra deixando as concessionárias do grupo, acumulando 1.921 carros vendidos.

Estamos em alta

Foto: Divulgação

O Brasil está bem próximo de fechar o seu primeiro ano em alta desde 2012, conforme os dados publicados pela Fenabrave. As vendas de veículos subiram 14,6% em novembro, comparando com o mesmo mês no ano passado. O segmento de automóveis e comerciais leves registrou, no acumulado de janeiro a novembro, 1.967.392 unidades licenciadas, resultado que representa alta de 10% sobre as 1.787.330 unidades de igual período de 2016.

No último mês, foram vendidos 197.247 carros. Se compararmos com outubro e suas 196.626 unidades, as vendas de automóveis e comerciais leves mostram leve alta, de 0,32%. De acordo com Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a alta nos índices de confiança e a contínua queda na inadimplência, que registrou o menor índice desde 2011, fez com que o comprador voltasse às concessionárias. O aumento da oferta de crédito também tem impulsionado o crescimento do mercado neste momento e incentivado o cliente a efetivar a compra”. Confira a lista dos sedãs médios mais vendidos do Brasil em novembro.

1 - Toyota Corolla - 5.537 unidades

2 - Honda Civic - 1.858 unidades

3 - Chevrolet Cruze - 1.639 unidades

4 - Volkswagen Jetta - 589 unidades

5 - Ford Focus Fastback - 624 unidades

6 - Nissan Sentra - 303 unidades

7 - Citroën C4 - 189 unidades

8 - Hyundai Elantra - 131 unidades

9 - Kia Cerato - 134 unidades

10 - Peugeot 408 - 64 unidades

Financiamento de veículos automotores continua registrando alta

Foto: Divulgação

O mercado de crédito para financiamento de veículos continua registrando alta, bem como os menores índices de inadimplência já registrados em 2017 (3,8%). Até outubro, o sistema financeiro liberou R$ 81,4 bilhões, o que representa uma alta de 22,6% em doze meses. Em apenas dez meses, o volume liberado pelos bancos de montadoras e pelas instituições independentes atingiu quase o mesmo montante registrado durante todo o ano de 2016, que foi de R$ 82,2 bilhões. Os dados são da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras.

A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF) representa as suas marcas associadas junto aos órgãos do governo, de entidades de classe e associações. É responsável por divulgar, esclarecer e prestar informações, tanto à imprensa quanto aos consumidores em geral, sobre as modalidades de financiamento nos segmentos de automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas.

Segundo afirmações do presidente da ANEF, Luiz Montenegro: “Uma das principais razões para o aumento na procura pelo crédito se deve à queda das taxas de juros. Com isso, o consumidor tem se sentido mais confiante em investir num bem de maior valor. Se for mantida a previsão atual para o cenário econômico, a tendência para os próximos meses deverá ser de juros mais baixos, aumento da confiança do consumidor, crescimento na procura pelo financiamento e redução no número de não pagadores”.

Leasing

Dos R$ 81,4 bilhões concedidos ao crédito, R$ 79,9 bilhões foram destinados aos contratos de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e o R$ 1,5 bilhão às operações de leasing. Na comparação com o mesmo período de 2016, houve aumento de 23,5% no volume de financiamento, enquanto no leasing foi registrada uma queda de 12,1%.

Para as operações de leasing, foram liberados R$ 160 milhões, crescimento de 21,2% em relação a setembro e de 9,6% em doze meses. O maior volume, de R$ 133 milhões, foi disponibilizado para as empresas e os R$ 27 milhões restantes para as pessoas físicas. Na carteira de leasing, o índice de pessoas físicas que deixaram de quitar os seus negócios foi 2,6%, mesmo patamar registrado no mês anterior e volume 1,4 ponto percentual menor ao registrado no mesmo período de 2016. Entre as empresas, a taxa foi de 2,1%, 0,3 ponto percentual menor na comparação com setembro, e 1,4 ponto percentual inferior nos últimos dozes meses.

Segundo melhor mês

Em outubro, o financiamento para a aquisição de veículos registrou o segundo melhor resultado do ano. O total liberado foi de R$ 9,23 bilhões, aumento de 10,3% na comparação com setembro e de 38,7% em relação ao mesmo período de 2016. O montante só ficou abaixo do registrado em agosto, com R$ 9,26 bilhões. Para as pessoas físicas foram destinados R$ 8 bilhões, enquanto que, para as jurídicas, R$ 1,2 bilhão.

 

 


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