Diário de S. Paulo

27/11/2017 - 21:07

'Jogos Mortais: Jigsaw' não perde a essência

Filme só tem seu enredo desvendado no fim

Por: Bárbara Saryne
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Foto: Photo: Brooke Palmer / (Studio n

Corpos mutilados são encontrados pelas autoridades. Mais estranhas que as mortes, porém, são as pistas deixadas pelo assassino: peças de quebra-cabeças, gravadores, bilhetes informando que ainda restam competidores no jogo.

Aos investigadores, tudo indica que John Kramer é o responsável pelos crimes. Mas como investigar um serial killer que morreu há mais de uma década, no terceiro filme da franquia? Com armadilhas articuladas, a tradicional máscara de porco e o boneco Billy no triciclo, o jogo continua. Só nos resta descobrir quem está por trás dele.

Mesmo após o hiato de sete anos, "Jogos Mortais: Jigsaw" não perde a essência dos filmes anteriores. Quem entra na competição sangrenta está ali por um motivo, ou seja, já fez mal para alguém e vai ter a chance de mostrar o quanto valoriza a vida.

No oitavo longa, as histórias dos personagens poderiam ser melhores exploradas, os fãs da saga hão de concordar. As máquinas criadas para torturar os participantes também não são as melhores quando comparadas às dos filmes anteriores. No entanto, se existe algo que não vai decepcionar quem não perde um dos filmes da franquia que já arrecadou US$874 milhões em bilheterias no mundo todo, é a genialidade na narração e no cruzamento das histórias.O ponto alto do filme da maior franquia de terror de todos os tempos não está no terror, mas na investigação e no suspense. As peças do quebra-cabeça, para a surpresa de todos, só são encaixadas no fim, deixando no ar a possibilidade de mais uma sequência dirigida por Michael Spierig e Peter Spieri. E aí, está preparado? Que comecem os jogos!

Confira o trailer: 


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