Diário de S. Paulo

11/09/2017 - 17:12

Ex-treinador de Senna é preso por abuso sexual

Nuno Cobra foi condenado por apalpar seios de passageira e ficará detido por ter cometido outro crime do tipo

Por: Jeniffer Mendonça 
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Foto: Reprodução

A Justiça Federal de São Paulo decidiu, no último dia 6, pela condenação do ex-preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra, por ter abusado sexualmente de uma passageira durante um voo, em 2015. Ele também foi preso preventivamente suspeito de ter cometido o mesmo crime contra uma jornalista em agosto deste ano.

A juíza Raecler Baldresca, da 3ª Vara Federal Criminal, acatou o pedido do Ministério Público ao autuar o ex-treinador de 79 anos por violação sexual mediante fraude, que é, segundo o Código Penal, "ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima".

A magistrada entendeu que a vítima foi surpreendida e não pôde reagir, uma vez que o caso aconteceu dentro de um transporte coletivo, no momento da decolagem e da turbulência. Ela também considerou que Nuno Cobra havia pedido para trocar de assento no avião para estar próximo à jovem de 21 anos e que a alegação dele de se tratar de um "comportamento natural" ao tocar nas pessoas sem consentimento "não se sustenta".

A passageira denunciou que ele apalpou suas pernas e seios em janeiro de 2015, durante um voo de Curitiba até o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Cobra foi condenado a prestar serviços à comunidade e prestação pecuniária, ao ter de pagar um salário-mínimo por mês a alguma entidade que realiza serviço social por três anos e nove meses. Essa sentença substituiu a prisão por não ter sido decorrente de violência e pela pena ser inferior a quatro anos.

recorrente/ No entanto, o ex-treinador teve a prisão preventiva decretada, a pedido da Procuradoria, por meio da denúncia de que Nuno Cobra teria abraçado e apertado as nádegas de uma jornalista na despedida de uma entrevista a ela, na frente de outros colegas de profissão, em agosto. A medida, na interpretação da juíza, visa evitar que ele "continue delinquir" por representar "um risco à ordem pública".

O DIÁRIO procurou a defesa do ex-preparador físico, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.


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