Diário de S. Paulo

03/09/2017 - 17:54

Justiça decreta prisão preventiva de abusador

A Justiça decretou a prisão preventiva de Diego Novais pela suspeita de estupro contra uma mulher em um ônibus. Ele será encaminhado para o CDP de Pinheiros

Por: Alex Pinheiro
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Foto: Reprodução

Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, continuará preso de forma preventiva até um eventual julgamento. A decisão foi tomada neste domingo (3), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste, em audiência de custódia, pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini. Assim, Diego será encaminhado para o 2º CDP (Centro de Detenção Provisória) em Pinheiros, na Zona Oeste da capital.

O juiz entendeu que Novais, preso no sábado por abusar de uma passageira dentro de um ônibus na região da Avenida Paulista, cometeu mesmo o crime de estupro e por isso sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Durante a audiência, Diego foi defendido por um defensor público.

"Trata-se de crime sexual, que traz implícito comportamento repugnante, deplorável, praticado contra mulher em transporte público coletivo", disse o juiz na decisão.

O abusador já havia se envolvido em outro ato dias antes, quando foi preso após ejacular no pescoço de uma mulher dentro de um ônibus. Na oportunidade, apesar do histórico de abusos e com 16 passagens pela polícia, Diego acabou liberado na audiência de custódia, pelo juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, que seguiu o pedido de relaxamento da prisão do promotor e entendeu "não ter havido constrangimento tampouco violência", e por causa disso, o crime "se amolda à contravenção, e não estupro".

Já o juiz Colombini não atendeu ao pedido da Promotoria e do delegado Rogério de Camargo Nader, que investiga o caso, para que o acusado fosse submetido a exames psiquiátricos. Ele entendeu que neste momento era necessário analisar o flagrante, para que depois em momento processual oportuno, os problemas psiquiátricos de Diego sejam avaliados.

"O Estado-juiz não pode compactuar com esse tipo de conduta, que reiteradamente vem sendo praticada pelo indiciado. Não se pode deixar de consignar que, não obstante tenha sido beneficiado com recente relaxamento de prisão em flagrante em caso similar, isto não foi empecilho para constranger outra vítima para satisfazer sua lascívia, demonstrando personalidade destemperada e nenhum respeito pelas vítimas. Conceder-se a liberdade provisória ao indiciado nesse momento seria temerário", relatou a decisão do juiz.


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