Diário de S. Paulo

03/09/2017 - 17:54

Vítima: 'Com ele preso, nenhuma mulher corre risco'

"Eu me sinto gratificada porque ele está preso. E querendo ou não eu ajudei a manter ele (sic) agora preso, e que nenhuma mulher mais corre o risco no momento de ser atacada por esse louco, doente", disse a empregada que foi atacada pelo agressor em um ônibus na região central da capital, em entrevista ao G1, após saber da prisão de Diego ontem. A empregada doméstica ainda contou que o fato não mudará sua rotina. "Não vou deixar de andar de transporte público. Não tenho carro. Foi a primeira vez que fui abusada assim", disse ela.

Em depoimento no 78º DP (Jardins), Diego afirmou que começou a praticar os crimes sexuais após sofrer uma batida de carro, em 2006. Segundo ele, o acidente o deixou dois meses internado e duas semanas em coma, e que, depois disso, passou a se sentir "diferente". Segundo o delegado Rogério de Camargo Nader, o agressor disse que tem problema psicológico e que necessita de tratamento. "Ele diz que é uma vontade diferente, compulsiva, que não consegue controlar".

Diego Novais já tinha 16 passagens pela polícia por ato obsceno e ofensivo ao pudor antes de cometer esse último abuso, no sábado. Só neste ano, foram seis ocorrências.


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