Diário de S. Paulo

01/09/2017 - 20:56

Homem é preso após cometer novo abuso em ônibus

Crime ocorreu em ônibus que trafegava na região da Paulista, novamente

Foto: Reprodução/Polícia Civil

O homem que ejaculou no pescoço de uma passageira dentro de um ônibus na última terça-feira foi preso novamente na manhã deste sábado (3) após fazer mais uma vítima, na altura do número 2500 da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, próximo à Avenida Paulista, no centro.

Segundo a Polícia Militar, Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, se aproximou de uma mulher que estava sentada num banco do coletivo e começou a manipular o órgão genital. A vítima, de 35 anos, que estava a caminho do trabalho, tentou se esquivar por duas vezes. Na terceira, ele colocou o pênis para a fora para esfregar nela e ela gritou. A vítima ainda tentou sair de perto, mas Diego segurou sua perna com força.

O motorista travou as portas do ônibus e chamou a polícia. O cobrador e outros dois passageiros imobilizaram o homem até a chegada dos agentes. Uma outra mulher que estava no local presenciou a ação e também foi depor na delegacia.

Diego foi preso e encaminhado ao 78º Distrito Policial (Jardins) onde foi autuado por estupro consumado, por ter segurado a perna da vítima para forçar o ato.

De acordo com o delegado Rogério de Camargo Nader, o indiciado confessou o crime. "Ele disse que tem problemas psiquiátricos e pediu para passar por tratamento", declarou o policial.

Nader fez duas solicitações: a primeira para que Diego passe por exames que comprovem insanidade mental. E "se o juiz não entender que há insanidade, (pedirei) a prisão preventiva por ele apresentar risco à sociedade". O homem permaneceu preso e será encaminhado à audiência de custódia.

O caso foi a segunda ocorrência em menos de uma semana cometida pelo homem e a oitava só na região da Avenida Paulista, todas em transporte público.

Na última terça-feira, Novais foi preso após ejacular no pescoço de uma mulher dentro de um ônibus que trafegava pela respectiva avenida, mas acabou liberado um dia depois em audiência de custódia. Na ocasião, o juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, seguindo pedido de relaxamento da prisão pelo promotor, entendeu que não ter havido "constrangimento tampouco violência" e, por causa disso, decidiu que o crime "se amolda à contravenção, e não estupro".

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública diz que esta foi a quarta vez que o indiciado é preso por estupro. Ele já foi detido 13 vezes por ato obsceno e ofensivo ao pudor.


Compartilhe: