Diário de S. Paulo

10/09/2017 - 14:34

Após fechar o gol, Prass tem carta na manga para renovar

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A ótima atuação de Fernando Prass na partida contra o Atlético-MG, no último sábado, em Belo Horizonte, deixou o goleiro valorizado para negociar a renovação de contrato com o Palmeiras. Além de defender a cobrança de pênalti do atacante Fred, no primeiro tempo, o camisa 1 fez, pelo menos, três defesas importantes e segurou o empate por 1 a 1.

Faltando quatro meses para o fim do seu contrato, o goleiro tem o futuro indefinido na equipe do Palestra Itália. Sacado do time titular nos jogos decisivos do Verdão nesta temporada - contra o Cruzeiro, nas quartas de final da Copa do Brasil, e Barcelona, do Equador, nas oitavas de final da Copa Libertadores -, Prass retomou a posição após a lesão de Jailson (no quadril) e atravessa bom momento.  

"É sempre bom fazer uma boa partida. Minha situação não está definida, eu sou profissional. É óbvio que boas atuações me valorizam e me deixam em uma situação melhor. Somos colocados à prova em todos os jogos. Quando vai mal, é cobrado, perde um pouco de prestígio. Quando vai bem, a avaliação é positiva, você é bem falado. Óbvio que, para mim, é fundamental jogar bem", comentou.

tempo/ O principal obstáculo para a permanência de Prass é o tempo de contrato. O goleiro deseja assinar por três anos. O Palmeiras pretende oferecer um vínculo menor, válido até o fim da próxima temporada. Internamente, a cúpula alviverde não vê com bons olhos um contrato longo com um jogador que está na reta final da carreira - o arqueiro vai fazer 40 anos em julho de 2018.

Indagado sobre o assunto após o empate contra o Atlético-MG, o técnico Cuca deixou a decisão sobre o futuro de Fernando Prass nas mãos da diretoria palmeirense. Em outras oportunidades, ele já havia manifestado a vontade de contar com o goleiro na próxima temporada.

"Eu não gosto de falar sobre isso (negociação). Se o Palmeiras quiser se posicionar a respeito, o presidente (Mauricio Galiotte), o Alexandre Mattos (diretor de futebol) e o Cícero Souza (gerente de futebol), eles que fiquem à vontade, eu prefiro me resguardar", desconversou o treinador.


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