Diário de S. Paulo

06/09/2017 - 17:10

Uma animação bem animada

Produção 100% nacional, "Lino" apresenta um visual digno dos grandes estúdios mas com uma história meio repetida

Por: Giovanni Oliveira 
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Em 2016, o Oscar surpreendeu todos os brasileiros com uma indicação inesperada: o longa "O menino e o mundo", do diretor Alê Abreu, era finalista na categoria Melhor Filme de Animação. O país, que sempre lutou por uma estatueta na categoria Melhor Filme Estrangeiro, estava prestes a conquistar o prêmio em um segmento que não possui tanta visibilidade. No final, quem levou a estatueta para casa foi o longa "Divertida Mente", da Disney PIXAR, mas o evento fez com que os olhos do público se voltassem um pouco mais para as produções animadas nacionais.

Neste final de semana, a animação "Lino" invade as telas de todo o país e é um exemplo de produtos que devemos ficar de olho. O filme é um grande exemplo da qualidade técnica existente em nosso país. Com um visual que não fica atrás de grandes estúdios de animação internacionais, como a DreamWorks, o filme foi produzido totalmente em terras tupiniquins e conta a história de Lino, um homem azarado que odeia o próprio emprego, o de animador de festas infantis. Decidido a mudar de vida, ele pede ajuda a Don Leon, um feiticeiro que o transforma na imagem que ele mais detesta: o gato que ele se fantasia diariamente. Agora ele precisa reunir artefatos mágicos para voltar a sua forma humana.

Com um enredo não muito original, o filme entrega aquilo que promete e diverte (ainda que os pequenos considerem o programa mais legal que os adultos). Não há pontas soltas no roteiro, e o texto possuiu gírias e piadas bem abrasileiradas, que garantem algumas risadas. Um ponto de destaque na história é como os conceitos de adoção e de família são apresentados, condizente com os tempos em que vivemos.

Mesmo que não seja uma obra-prima, "Lino" é mais um passo em direção a um futuro animado de excelência.


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