Diário de S. Paulo

11/08/2017 - 12:04

Marco Luque fala sobre o carinho pelos personagens

Há um ano no 'Altas Horas', humorista rebate críticas e celebra o sucesso do espetáculo 'Tamo Junto', apresentado fora do país

Por: Bárbara Saryne
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Foto: Gshow/Carol Caminha

Em casa. É assim que Marco Luque se sente quando chega na Globo e apresenta seus personagens no "Altas Horas". Não importa se é na pele da empregada Mary Help, nos figurinos engraçados de Ed Nerd, ou no estilo maloqueiro de Jackson Faive, ele sempre arranca risos da plateia e do apresentador Serginho Groisman, responsável pela sua contratação no ano passado. Aos que não gostam da performance, Marco é categórico: "A Internet trouxe uma democracia, então eu respeito as opiniões contrárias, acho que faz parte."

No mês passado, o humorista apresentou o espetáculo "Tamo Junto" nos Estados Unidos. Foram três shows nas cidades de Miami, Boston e Orlando. O show já foi visto por cerca de 400 mil pessoas, alegrando muito o artista, que segue conciliando a carreira na TV aberta com os palcos. Há alguns anos, no entanto, sua agenda se limitava aos campos de futebol.

"Eu joguei como profissional pelo Santo André e depois fui para um time da segunda divisão da Europa. O que me fez desistir foi a saudade dos meus amigos e familiares, além da falta de adaptação ao exterior", conta Marco. Mudar de área, segundo ele, não foi difícil. "Eu não era um jogador tão bom assim (risos). Era de médio porte, sair foi bem tranquilo."

Estar na Globo, hoje, é um presente para o artista. Ex "CQC", Marco acredita que evoluiu e gostaria até de passar mais tempo no ar. "Mantenho-me fiel aos meus valores, às minhas crenças, mas sempre estou aprendendo. Foi um caminho longo até chegar aqui, e vejo que o reconhecimento e o carinho do público em relação ao trabalho que venho fazendo no 'Altas Horas' é reflexo desse caminho", avalia.

Sem perder a piada, em abril, Marco ficou em saia justa com Débora Falabella no programa de Serginho. Na ocasião, ele brincou com a atriz e o marido, Murilo Benício, que em "O Clone" (2001) fez o papel de pai da artista, mas acabou levando um corte: "Não te dei essa intimidade", disse Débora. Agora, ele aproveita para esclarecer o caso: "Não tenho como dizer se isso mudou alguma coisa em mim (risos). Mas há uma admiração entre nós", finaliza. 


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