Diário de S. Paulo

31/08/2017 - 18:34

Latrocínios crescem 41% na capital neste ano

No estado, escalada desse tipo de crime foi de 19% no mesmo período. Estudo mostra que nos roubos a residência o risco de morte é maior  

Por: Assinatura / cidade
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Na contramão do crime de homicídio, que vem caindo, o aumento no número de roubos seguidos de morte em São Paulo, em 2017, é o maior desde 2003.

Na capital, os casos de latrocínio tiveram crescimento de 41% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), foram 85 ocorrências do tipo nos primeiros seis meses do ano, contra 60 em 2016.

Já no estado, houve acréscimo de 19% nos casos de latrocínio, passando de 198 registros (no primeiro semestre de 2016) para 237 neste ano.

Para o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, "o que acontece é que a violência às vezes se banaliza de tal forma que qualquer esboço de reação da vítima termina provocando uma ação violentíssima do assaltante". Segundo o titular da pasta, "esse tipo de crime é muito difícil de combater porque ele ocorre muito rápido".

Estudo do Instituto Sou da Paz, com dados da SSP, mostra que o lugar mais perigoso para morrer, em caso de assalto, é a própria residência. As estatísticas apuradas pela entidade revelam que um a cada 211 roubos a residência acaba em latrocínio.

Já na chamada saidinha de banco, quando o bandido aborda a pessoa que fez saque, um a cada 987 roubos do tipo termina em morte da vítima. E nos roubos a pedestre, de acordo com a entidade, um a cada 3.920 assaltos tem como desfecho o latrocínio.

Para Ivan Marques, diretor da instituição, a epidemia de roubo no estado de São Paulo propicia um aumento deste tipo de crime. "O latrocínio é o roubo que deu errado", diz.

Na capital, a quantidade de roubos teve alta de 3,2% no primeiro semestre deste ano, passando de 78.153 ocorrências (nos primeiros seis meses de 2016) para 80.724 registros. Já no estado, o aumento nos casos de roubo foi de 0,6% no semestre, passando de 160.734 registros (2016) para 161.819 (2017).


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