Diário de S. Paulo

29/08/2017 - 17:34

Neto faz avó refém por sete horas em Guarulhos

Idosa de 68 anos ficou com uma faca apontada para o pescoço durante todo o tempo. Portador de esquizofrenia, rapaz foi internado

Por: Diário SP
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Foto: /Reprodução

Uma idosa de 68 anos foi mantida refém na madrugada desta terça-feira (29), em sua casa, na Vila Rio de Janeiro, Guarulhos, Grande São Paulo. O agressor é o próprio neto, um rapaz de 28 anos. A angústia da vítima e dos familiares de ambos durou sete horas.

De acordo com informações da Polícia Militar, a ocorrência começou por volta das 20h30, quando vizinhos suspeitaram do barulho na residência. Alguns relataram terem ouvidos gritos de socorro.

O jovem, segundo familiares, é portador de esquizofrenia e vinha apresentando comportamentos estranhos.

"Ele dizia que não aguentava mais viver", contou ao jornal "O Estado de São Paulo", uma tia do jovem, a auxiliar de enfermagem Sandra Francisco, 43. "Ele não faria nada com a minha mãe, não teve briga nem nada. O nosso maior medo era que atirassem nele."

Para a família, o rapaz não cometeu crime ao manter como refém sua avó. Eles moravam na casa há cerca de 5 anos.

Durante as sete horas, o neto permaneceu com uma faca apontada para o pescoço da idosa. A liberação dela aconteceu por volta das 4h, quando policiais militares entraram na casa e o atingiram com balas de borracha.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), as negociações foram feitas pelos policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais).

Tanto a avó quanto o neto apresentaram ferimentos leves e foram levados a UPA Jardim Paulista, em Guarulhos.

A vítima foi liberada horas depois e, segundo familiares, passou o dia descansando.

INTERNAÇÃO/ Após receber atendimento médico, o jovem foi levado ao HMU (Hospital Municipal Universitário) da cidade, onde foi internado no setor de psiquiatria, sob escolta. A notícia da internação dele foi bem recebida pelos familiares, que reforçaram a negativa de qualquer comportamento criminoso por parte do jovem. "Minha irmã está nesta vida há quase 10 anos, sempre atrás de internação. Espero que essa situação ajude ele a conseguir tratamento. Infelizmente, teve de chegar nisso para fazerem alguma coisa", disse Sandra ao jornal.Ela afirmou ainda que o rapaz não teve um diagnóstico concluído por profissionais consultados nos últimos anos e teria cometido quatro tentativas de homicídio.


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