Diário de S. Paulo

22/08/2017 - 16:15

Aluno que agrediu professora pode ser internado, diz MP 

Promotoria de Infância e Juventude de Indaial analisará o caso após apuração da Polícia Civil. Adolescente teria histórico de agressões em casa 

Por: Jeniffer Mendonça 
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Foto: / Reprodução/Facebook

A Polícia Civil de Indaial, em Santa Catarina, abriu um auto de apuração de ato infracional ontem após uma professora da rede municipal denunciar que um adolescente de 15 anos a agrediu na segunda-feira. De acordo com o Ministério Público, a internação para o estudante é uma possibilidade como medida socioeducativa por lesão corporal.

Segundo o delegado José Klock, as investigações têm previsão de estarem concluídas até sexta-feira. Ontem, a docente Maria Friggi, 51, realizou exame de corpo de delito. Outras testemunhas, como a direção da escola e o adolescente, acompanhado de familiares, serão ouvidos hoje. Depois, o processo será encaminhado à Promotoria de Infância e Juventude da cidade que tomará as medidas cabíveis.

Procurado pelo DIÁRIO, o Conselho Tutelar afirmou, sem dar detalhes, que o jovem já estava sendo assistido desde o ano passado por "conflitos familiares que envolvem histórico de agressões", tendo sido ele próprio vítima e autor das ocorrências. Ele também teria tido problemas de frequência escolar em outras unidades de ensino e, por isso, foi encaminhado ao Ceja (Centro de Educação de Jovens e Adultos). "Esse foi o primeiro caso de agressão dele cometido na escola. O adolescente não vira simplesmente um agressor, a gente precisa entender o que acontece no meio familiar", disse o presidente do Conselho, Jair Gonzaga.

Ontem, a professora publicou em uma rede social que estaria sendo alvo de manifestações de ódio por ter denunciado o caso. "O ódio não irá me calar, só fortalece a certeza de que sempre estive do lado certo", declarou. Ela afirmou que recebeu socos e um empurrão após solicitar que o aluno se retirasse da sala por tê-la respondido com um palavrão após ela pedir para ele tirar um livro do colo e colocá-lo sobre a carteira.

Procurados pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação não se posicionou sobre o caso até o fechamento desta edição.


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