Diário de S. Paulo

21/08/2017 - 17:21

Doria quer flexibilizar Lei Cidade Limpa nas marginais

Ideia do prefeito é aumentar visibilidade de empresas parceiras como contrapartida às doações

Por: Alex Pinheiro
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O prefeito João Doria (PSDB) disse ontem pretender flexibilizar a Lei Cidade Limpa na capital. Isto significa permitir que empresas parceiras da administração possam exibir anúncios em tamanhos maiores do que os previstos hoje pela legislação.

Pela Lei Cidade Limpa, placas expostas atualmente devem seguir um padrão de medida, sendo de no máximo 60 centímetros de largura e até 40 centímetros de altura.

Anúncios maiores foram colocados na Avenida Brasil, na Zona Oeste, mas acabaram removidos depois de denúncia do jornal "Folha de S. Paulo".

Este tipo de parceria está prevista dentro do programa "Adote uma Praça".

A proposta visa, especialmente, divulgação da marca de empresas parceiras que cuidam de canteiros centrais em locais como as marginais Tietê e Pinheiros. "O investimento ali é muito grande, talvez tenhamos que fazer alguma proposta à Câmara para alguma alteração", disse o prefeito, ontem, à Rádio Bandeirantes, em referência aos 46 km das duas vias rápidas.

Doria estuda abrir exceções, principalmente nas marginais, pois segundo ele, "os investimentos ali são de R$ 10, 15, 20 milhões, para fazer a recuperação e manutenção de jardins e viadutos".

REFORMAS / Também ontem, pelo programa "Adote uma Praça, o prefeito anunciou, em entrevista coletiva, que dois espaços públicos no bairro de Higienópolis, na região central, vão ser revitalizados.

A Praça Vilaboim e o Parque Buenos Aires serão reformados após a administração ter firmado acordo com a iniciativa privada.

A Vilaboim será a primeira praça inteligente da capital, monitorada 24 horas por dia, com parceria da empresa BCF, e integrada ao City Câmeras, programa de monitoramento da cidade, em conjunto com a Polícia Militar e GCM (Guarda Civil Metropolitana).

Já as reformas da Vilaboim serão financiadas pelo Shopping Higienópolis, Hospital Infantil Sabará e Praças.com.br, responsáveis pela doação do projeto.

As obras devem começar nos próximos dias, com previsão de entrega para novembro. O custo estimado é de R$ 300 mil, de acordo com o secretário de Investimento Social, Claudio Carvalho.

Já o Parque Buenos Aires, com cerca de 25 mil metros quadrados, será bancado pelas empresas Sanca Engenharia, que fará as reformas de banheiros, playground e administração, Cobasi, que reformará o cachorródromo, além de manutenção durante um ano sob responsabilidade da Tegra Incorporadora. O valor aproximado a ser aplicado no local será de R$ 320 mil a R$ 350 mil.

Em troca, as empresas poderão exibir suas marcas nos locais, respeitando os limites atuais da Lei Cidade Limpa.


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