Diário de S. Paulo

20/08/2017 - 16:54

Delegado mata a mulher juíza com um tiro na cabeça

Segundo testemunha e familiares do casal, ele estava afastado da polícia por causa de uma depressão. Cristian Lanfredi cometeu suicídio em seguida

Por: Ana Paula Bimbati
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Foto: Reprodução/Facebook

Um delegado da Polícia Civil matou sua mulher, a juíza trabalhista Claudia Zerati, 46 anos, no apartamento do casal, no domingo (20), em Perdizes, Zona Oeste. Após cometer o crime, com uma arma de fogo, Cristian Lanfredi, 42, suicidou-se.

Lanfredi estava afastado do trabalho para tratamento de depressão, segundo familiares e conhecidos do casal. Seu último posto de trabalho foi na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). Já Claudia atuava na 2ª Vara de Trabalho de Franco da Rocha, Grande São Paulo.

À polícia, o padrinho da filha do casal afirmou que Lanfredi e a mulher tinham ido até seu apartamento, na noite de sábado, para lhe desejar feliz aniversário. Eles eram vizinhos de condomínio. Depois dos cumprimentos, o casal disse que iria a uma festa.

Durante a madrugada, a esposa da testemunha foi acordada por Lanfredi, que teria pedido ao casal para ficar com a filha, de 6 anos, pois ele havia se desentendido com Claudia. Ele teria dito também à madrinha da filha que Claudia havia saído de casa.

A criança, porém, deu outra versão da história aos padrinhos, dizendo que os pais haviam brigado, pois Lanfredi se recusou a tomar um medicamento. Conforme o boletim de ocorrência, "curioso", a testemunha foi até o estacionamento do condomínio. Ao ver que os carros do casal continuavam no local, o homem pediu ao porteiro para acompanhá-lo até o apartamento dos compadres.

Ao chegar na residência viu os corpos dos dois na cama.

Segundo a polícia, o tiro foi dado na nuca da juíza. Com a mesma arma, o delegado atirou contra sua cabeça. O caso foi registrado como homicídio qualificado e suicídio.

Segundo o dono de uma academia vizinha ao prédio, Marcelo Peres, 42, há seis meses o delegado se jogou do 4º andar, onde morava, mas um toldo o protegeu. "Falavam que ele tinha depressão. Ele até enviou um e-mail perguntando dos preços da academia, porque ela acaba ajudando quem sofre."

Ao jornal "O Estado de S.Paulo", um irmão do delegado afirmou que Lanfredi sofria de "depressão profunda".


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