Diário de S. Paulo

09/08/2017 - 17:38

'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas' é um espetáculo visual

Filme tem o mesmo diretor de 'O Quinto Elemento'

Por: Giovanni Oliveira
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Foto: Divulgação

Quando a HQ francesa "Valerian", dos autores Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, foi publicada pela primeira vez em 1967, o homem ainda nem tinha chegado à Lua. Porém, o agente espacial de mesmo nome da história em quadrinhos já viajava pelo cosmos ao lado de sua parceira, Laureline. Hoje, 50 anos depois, a dupla invade as telonas numa produção de alto custo dirigida por Luc Besson.

Ao som de "Space Oddity" de David Bowie, "Valerian e a Cidade dos Mil Planetas" começa. Somos apresentados a Alpha, uma estação espacial internacional que orbita ao redor da Terra e, ao longo dos séculos, acomoda seres de todo o universo. Quando a estação cresceu mais que o esperado, ameaçando cair sobre o nosso planeta azul, Alpha foi "empurrada" para fora de órbita e se tornou uma cidade espacial, reconhecida por sua diversidade de povos, culturas e línguas.

No entanto, uma zona radioativa cresce no interior da cidade colocando em risco a segurança dos 17 milhões de habitantes. Encarregados de outra missão, a dupla de agentes Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) de repente se vê inserida numa trama política complexa, cheia de segredos e segundas intenções.

Com um visual que transborda a tela e inunda os olhos, é nítida a preocupação de Besson com a aparência de seu projeto, no qual ele dedicou sete anos. Por vezes acreditamos que todos estes cenários criados sob um fundo azul realmente existem.

Porém, o filme tropeça ao contar sua história. O roteiro, além de clichê, possui alguns furos e explicações demais, que subestimam o entendimento do público. E por mais que Besson elogie Cara Delevingne, como atriz, a moça é uma ótima modelo. Já Dane DeHaan até se esforça, mas não cativa com seu personagem nada original. Uma pena.

Confira o trailer:


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