Diário de S. Paulo

25/08/2017 - 17:53

Celeiro do mundo

Uma comitiva de grandes empresários russos percorre discretamente alguns estados do Nordeste atrás de investimentos e parcerias no setor do agronegócio, em especial a importação de frutas da região - e é cada vez mais latente o interesse de vários países que têm enviado comitivas para o Brasil. Nesse cenário, a Apex Brasil - a agência de apoio à exportação - de olho no poder expansivo da cadeia do setor rural, prepara numa ação ofensiva uma grande feira internacional de alimentos para São Paulo em 2019, que envolverá vários setores.

ENECOB

A revelação foi feita pelo presidente da Apex, embaixador Roberto Jaguaribe, no 9º Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros, em Salvador.

Flora e fauna

A Apex também tem investido no apoio à exportação de flores e peixes de várias regiões do Brasil, confirma o Jaguaribe.

Estão chegando

Estatais e empresas privadas chinesas já compraram 37 grandes empresas brasileiras.

Fumaça 1

A Golden Leaf, do setor do tabaco, teve o registro especial cancelado por inadimplência e a Anvisa suspendeu todos os seus registros de marcas. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a dívida da Golden Leaf é superior a R$ 35 milhões. Bellavana, Cia. Sulamericana, American Blend e Phoenix, também grandes devedoras da União, podem virar fumaça em breve. Juntas, as fabricantes de cigarros que praticam a sonegação contumaz de tributos devem mais de R$ 17 bilhões aos cofres públicos, conforme informações do Ministério da Fazenda.

Pesquisa$

Um grupo de intelectuais e técnicos do Rio conseguiu apoio dos senadores Antonio Anastasia e Lindbergh Farias contra um projeto de lei dos senadores Armando Monteiro e Ana Amélia. A proposta tira poder de financiamento de pesquisas de 90 fundações de apoio às universidades públicas e 'terceiriza' a tutela.

Em Brasília

A turma do contra é capitaneada por Fernando Peregrino, presidente do Conselho Nacional de Fundações, que articula agenda forte em Brasília contra a proposta.

Povo não ajuda

De Kléber Cabral, da Associação dos Auditores Fiscais da Receita: há sonegação em torno de 27% do valor que deveria ser arrecadado; uns R$ 500 bilhões/ano.

Consórcios

Com as grandes empreiteiras no sal da Lava Jato, dois grandes bancos privados - que hoje têm créditos bilionários com as construtoras - vão para cima da Eletrobras.

Eletrobras

De bom entendedor do setor elétrico: é um negócio muito lucrativo cobrar luz. Porque ninguém gosta de ficar no escuro. O pobre se lasca, mas paga a conta todo mês.

Ponto Final

Ao contrário do que diz o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra filho - cujo conhecimento no setor se resume a acender e apagar a luz do gabinete -, a Eletrobras pode ser lucrativa. Basta competência e gestão.


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SOBRE Leandro Mazzini

Começou no jornalismo em 1996. Passou por Jornal do Brasil, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil, Agência Rio de Notícias entre outros. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011. Foi colunista do JB e da Gazeta.