Diário de S. Paulo

18/06/2017 - 20:14

Incêndio florestal mata mais de 60 em Portugal

Para premiê, esta foi a pior tragédia dos últimos anos no país. Raio atingiu árvore e fogo devastou vilarejos

Foto: Reuters

Um incêndio florestal de grandes proporções, iniciado no sábado, deixou mais de 60 mortos no distrito de Leiria, na região central de Portugal, informou o Secretário de Administração Interna de Portugal, Jorge Gomes, neste domingo (18).

O número de óbitos confirmados até a noite deste domingo era de 61, segundo o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Outras 62 ficaram feridos. O governo local decretou três dias de luto oficial.

O primeiro-ministro, António Costa, visitou a região atingida e disse que "seguramente é a maior tragédia nacional" dos últimos anos no país.

"A prioridade agora é salvar as pessoas que podem seguir em perigo", disse António Costa. "Infelizmente, esta é sem dúvida a pior tragédia que vivemos nos últimos anos em termos de incêndios florestais ."

O maior número de vítimas foi registrado na vila de Pedrogão Grande, mas o fogo se alastrou também pelas de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Segundo Jorge Gomes, o incêndio tem quatro frentes ativas, duas das quais de "extrema violência". Balanços têm sido divulgados de hora em hora e o número de vítimas pode aumentar.

Segundo agências internacionais, ao menos 30 morreram ainda dentro dos carros ou foram surpreendidas pelo fogo próximo aos veículos, na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Outras três perderam a vida asfixiadas pela fumaça em um cemitério.

A polícia do país ainda apura as causas das chamas, mas informou não considerar o episódio como criminoso, sendo o mais provável que tenha se iniciado com um raio caindo sobre alguma árvore seca e, posteriormente, espalhado pelos fortes ventos que atingem a região.

Os incêndios florestais em Portugal são comuns durante o verão. No sábado, uma onda de calor elevou as temperaturas para mais de 40 graus.

Conforme Jorge Gomes, o fogo "segue avançando em quatro frentes, dois deles com grande violência". "O incêndio se estendeu de uma forma que não tem explicação absolutamente nenhuma", afirmou. "É difícil dizer se estavam fugindo do fogo ou foram surpreendidos por ele."


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