Diário de S. Paulo

18/06/2017 - 20:08

Senadores empresários

Dez dos 14 votos favoráveis às mudanças na legislação trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos são de senadores que declararam à Justiça Eleitoral participação em empresas ou fazendas. São os tradicionais patrões - em detrimento de representantes reais do trabalhador na Casa. A proposta será votada amanhã, na Comissão de Assuntos Sociais, onde o relator, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), manteve o texto aprovado pela Câmara e pela CAE. Confira no site da Coluna e na versão digital neste jornal o ramo empresarial dos 10 senadores.

De acordo com levantamento feito pela Coluna, os senadores que disseram “sim” à reforma trabalhista são proprietários ou têm participação em ramos empresariais diversificados. Confira abaixo:

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN): participação no Capital Social da Rádio Cabugi do Seridó Ltda. e na Empresa Jornalística Tribuna Do Norte;

Raimundo Lira (PMDB-PB): participação na empresa Bravesa Brasília Veículos;

Simone Tebet (PMDB-MS): proprietária de uma gleba da Fazenda Santo Antonio da Matinha, no município de Caarapo (MS);

Valdir Raupp (PMDB-RO): proprietário de ações na Cooperaram Ltda. e quotas da empresa Aj Rocha e Matos Ltda;

José Agripino Maia (DEM-RN): proprietário de quotas em várias empresas comunicação: rádios Ouro Branco, Santa Cruz, Trairy Ltda, Libertadora, Tropical Comunicações e participação na empresa Empreendimento São João Ltda;

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE): proprietário de quotas do posto BVM Ltda. e na empresa APJ Empreendimentos;

Wellington Fagundes (PR-MT): 96% do capital da empresa Waf Gestão e Investimentos Ltda;

Armando Monteiro (PTB-PE): participação na Cia. Geral de Melhoramentos (PE) e Noraco S/A Ind. Laminados;

Ataídes oliveira (PSDB-TO): 99% das quotas do capital da empresa Araguaia Administradora de Consorcio Ltda e 90% das quotas da empresa Avel Automóveis e Eletrodomésticos Ltda;

Cidinho Santos (PR-MT): 50% do capital social da empresa União Avícola Agroindustrial Ltda.

Na conta

O prefeito João Doria (PSDB) está mapeando digitalmente cada canto da capital paulista para cobrar o IPTU em 2018. Será a maior atualização do imposto já feita na cidade.

Conta mais

O presidente Temer deve saber de algo que o restante do Brasil merece conhecer ao citar, em nota oficial, que Joesley Batista esconde seus verdadeiros sócios na JBS.

Trio unido

Há acordão político para derrubar a delação de Joesley na PGR - e passa pelo STF. Se vingar, caem as denúncias contra Michel Temer, Lula e Aécio Neves.

Memorial A.N.

Aécio Neves foi gravado: pedindo R$ 2 milhões de propina; chamou ministro da Justiça de bosta, articulando para derrubá-lo (e conseguiu); sugeriu matar preposto que carregaria dinheiro; envolveu ministro do STF em tráfico de influência para votação no Senado etc etc. Mas o pedido de prisão do PGR foi porque fez reunião com senadores.

Lascou-se

Afastado do cargo, ao postar foto no Facebook com senadores avisando de reunião a bem do Brasil, Aécio caiu na conhecida vaidade de (tentar) mostrar poder. Em suma, o então senador Delcídio do Amaral, do PT, foi preso por muito menos.

Tancredo

Aliás, ao telefonar para Gilmar, o senador não seguiu a máxima que o avô Tancredo Neves ensinava de público: telefone serve para marcar reunião. E no lugar errado.

Detona-Governo

Joesley, em entrevista, pegou leve com Lula ao fazer acusações genéricas e evitar citá-lo mais. Reforçou a tese do Palácio de que ele é o 'homem do PT'.

Previdência...

Paralisada na Câmara desde o escândalo JBS, a reforma da Previdência é fundamental e necessária, porém, "insuficiente para o cumprimento do teto de gastos". É o que aponta relatório do IFI (Instituto Fiscal Independente), órgão vinculado ao Senado. O estudo resume o quadro de incertezas econômica e política em breve frase: "O pano de fundo não melhorou e os riscos de um cenário mais pessimista aumentaram".

CVM no alvo

A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (ufa!) quer explicações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre falhas das empresas de auditoria externa contratadas pela Petrobras.

Ah, Price..

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) quer saber se o TCU investiga irregularidades denunciadas por essas empresas. "A Price disse nos balanços que a Petrobras era uma empresa viável e com as contas regulares", afirma o tucano.

Brasiiill

A Parada Gay de SP, que começou como movimento de protesto, virou um Carnaval fora de época. Tem mais 'piranhas' a caráter que os tradicionais blocos de rua.


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SOBRE Leandro Mazzini

Começou no jornalismo em 1996. Passou por Jornal do Brasil, Correio do Brasil, Gazeta Mercantil, Agência Rio de Notícias entre outros. Assinou o Informe JB de 2007 a 2011. Foi colunista do JB e da Gazeta.

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