Diário de S. Paulo

18/05/2017 - 21:44

Filho de Teori suspeita que pai tenha sido assassinado

'Do que eles são capazes? Será que derrubar avião também está valendo?', escreveu Francisco Zavascki em uma rede social

Por: Por iG São Paulo

Foto: Divulgação

O advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ex-ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicou um texto em seu perfil no Facebook levantando a hipótese de que a morte do jurista - em janeiro deste ano - teria sido planejada por pessoas investigadas pela Justiça, em especial os envolvidos nas irregularidades apuradas pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

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Teori Zavascki , que era relator Lava Jato no STF, morreu no dia 19 de janeiro em um acidente aéreo. O avião em que ele estava a bordo com mais quatro pessoas caiu no mar durante o procedimento de aproximação ao aeroporto de Paraty (RJ). Nas semanas seguintes ao fato, surgiram questionamentos sobre a possibilidade de a aeronave ter sido sabotada, mas isso nunca foi provado.

"Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai", escreveu o advogado em sua página. A postagem foi feita às 21h18 da última quarta-feira.

Francisco embasou o texto citando que, conforme já revelado pelas investigações, "a ordem sempre foi a de parar a Operação ( Lava Jato)]".

"Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB", acrescentou.

Ainda segundo o advogado, o ministro do STF sabia "quanto cada um estava afundado nesse mar de corrupção" e que, por causa disso, estava "aflito" com o que aconteceria em 2017.

"Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim."

Nesta quinta-feira (18), o filho de Teori publicou novo texto, afirmando ainda ter muitas dúvidas. "A crise é muito complexa, por isso penso que só com ponderação, apego à lei e à Constituição (remédios que o meu pai sempre usou) é que podemos superá-las!", escreveu.


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