Diário de S. Paulo

17/05/2017 - 17:35

Reforços ainda não emplacaram no São Paulo

Alguns deles até têm jogado bem, mas outros seguem devendo. Isso, claro, contribui para o fato de a equipe não estar agradando

Por: Yago Rudá
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Foto: /Érico Leonan/São Paulo

Extremamente criticado no São Paulo pelos recentes maus resultados da equipe em campo, o técnico Rogério Ceni fez três principais apostas para esta temporada: um sistema ofensivo de jogo, a utilização dos garotos da base e a contratação de atletas experientes e de alto potencial. Se, hoje, o Tricolor passa por uma crise complicada, parte dela pode ser explicada por um desses fatores: o desempenho abaixo do esperado da maioria dos reforços.

Até aqui, a maioria das contratações feitas por Ceni não deram conta do recado e estão em dívida com a torcida

são-paulina. O goleiro Sidão, por exemplo, foi trazido do Botafogo para assumir a titularidade da equipe. Bancado pelo treinador, maior referência da posição na história do Tricolor, o arqueiro colecionou falhas no primeiro semestre, não agradou e, agora, está no banco de reservas. 

Situação quase tão crítica quanto à de Wellington Nem. Trazido do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o jogador chegou no fim do ano passado, ainda com o Brasileirão rolando, e teve tempo de sobra para se readaptar ao futebol brasileiro. Dentro de campo, porém, as sucessivas más atuações

fizeram com que a torcida o rechaçasse dentro do Morumbi. As duas lesões em apenas quatro meses só vieram para atrapalhar o atleta.

Mesmo diante desse cenário, ninguém decepcionou mais do que Neilton. O ex-santista passou muito longe de agradar. Fez 11 jogos pelo São Paulo, deu apenas uma assistência e não balançou as redes. Está com os dias contados como jogador do Tricolor.

Também TEVE ACERTO/ Mas, calma, nem todas as contratações feitas pelo clube nesta temporada decepcionaram. O volante Jucilei, por exemplo, tem sido gigante no meio de campo e o atacante Lucas Pratto tem mostrado muito serviço - tanto é que passou a dividir com Maicon e Lugano a posição de liderança do elenco tricolor em campo.

Além deles, gente como Cícero, que teve altos e baixos, e alguns recém-chegados terão tempo para mostrar serviço.


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