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AGÊNCIA O GLOBO
Por determinação do próprio presidente Lula, emissários petistas começam a trabalhar nos bastidores para esvaziar a influência do ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu no PT até mesmo no governo. A tentativa de pôr um limite à atuação de Dirceu foi definida depois de se constatar que sua movimentação pelo país para tratar de alianças em favor da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência estava causando muitos problemas nos estados e no plano nacional.
Lula reconhece nos bastidores que Dirceu, apesar dos problemas, é um mal necessário. O ex-ministro mantém influência sobre cerca de 30% do Diretório Nacional do PT, segundo até mesmo seus adversários no partido. Além disso, mantém interlocução com parte significativa dos petistas que estão em postos estratégicos do governo, inclusive no gabinete presidencial. Tem deputados fiéis, além de guardar na memória todo histórico dos primeiros anos do governo.
Um ministro com trânsito direto com Lula resumiu a relação de Dirceu com o governo da seguinte forma: “Em qualquer circunstância é melhor tê-lo perto como aliado, mesmo causando problema, do que tê-lo distante. Como inimigo, ele pode ser um problema ainda maior”.
A ação para desautorizar as articulações de Dirceu ganhou força depois da passagem dele pelo Ceará, quando criou atritos com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE). Lula mandou um recado para a cúpula do PT e para o primeiro escalão do governo: Dirceu não fala pelo partido, pelos ministros e muito menos por ele.
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